Tecnologias Assistivas para pessoas com deficiência visual

Muitas tecnologias já estão disponíveis para apoiar a população que possui alguma deficiência visual. Com o avanço da tecnologia, os equipamentos, aplicativos e softwares  cumprem mais funções de apoio dando mais autonomia às pessoas. É o que mostra a reportagem que compartilhamos hoje: Notícia do Domingo Espetacular

Nesta matéria do Domingo Espetacular, mostra-se alguns exemplos de novos equipamentos de tecnologia assistiva. A matéria conta com entrevistas a pessoas com deficiência visual que tiveram sua vida melhorada devido ao uso destes. É o caso dos óculos que escaneiam e lêem os conteúdos visuais apontados pelo usuário. Em outra ocasião, compartilhamos uma notícia de que a Huggies usou impressora 3D para ajudar gestantes com deficiência visual a “verem” seus bebês​ (Veja aqui).

Deficiência visual e Tecnologia Assistiva

Segundo o IBGE, mais de 6 milhões de brasileiros têm baixa visão ou são completamente cegos. São muito importantes para eles os recursos que garantem a acessibilidade. Seja em ambientes físicos ou virtuais para suas atividades cotidianas profissionais, domésticas e de lazer, esses recursos garantem sua autonomia. Por isso é essencial que a ciência e a tecnologia avancem em sua aplicação social, como para a disponibilização de tecnologias assistivas*.

*“Tecnologia Assistiva é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação, de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social.” (Comitê de Ajudas Técnicas, Corde/SEDH/PR, 2007).

Veja mais sobre a Tecnologia Assistiva

Fab Lab LIVRE SP proporciona inovação no carnaval do CCJ

As tecnologias da indústria 4.0 e os processos inovadores disponíveis no Fab Lab LIVRE SP têm sido a cada dia mais incorporados pela população e, especialmente, pelas comunidades do entorno dos laboratórios. Durante o carnaval, não poderia ser diferente. O carnaval de rua tem ganhado maior expressão e participação de paulistas nos últimos anos e, em 18 de fevereiro de 2018, o Bloco da Tia Ruth, bloco de carnaval de rua do Centro Cultural da Juventude, irá estrear.

O bloco reúne as principais frentes culturais do Centro Cultural e irá desfilar com instrumentos produzidos com as tecnologias da fabricação digital em parceria com o Fab Lab LIVRE SP. Ao longo de 2017, foram desenvolvidas várias oficinas, promovidas pelo CCJ e a equipe do Fab Lab Livre SP. Foram oficinas voltadas para experimentação e criação de instrumentos.

Destas oficinas, surgiram instrumentos inteiramente desenhados pelos usuários e pela equipe do laboratório. Estes foram recortados na máquina de corte a laser e montados com os equipamentos da marcenaria. Os instrumentos criados e produzidos digitalmente, além de serem de baixo custo, permitem uma sonoridade próxima a dos instrumentos usados pelas escolas de samba. O processo de produção de instrumentos saiu em notícias do Jornal SP Norte e do Bom Dia SP.

Confira as notícias:
https://www.jornalspnorte.com.br/folia-tech-bloco-de-rua-do-ccj-usa-instrumentos-criados-digitalmente/
https://globoplay.globo.com/v/6478730/

APRENDIZAGEM E INOVAÇÃO: ARTICULANDO ESCOLA E FABRICAÇÃO DIGITAL

Amanhã começa a realização do curso “Aprendizagem e Inovação: Articulando Escola e Fabricação Digital” em parceria entre a Secretaria Municipal de Educação, Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia e o ITS BRASIL.

O objetivo do curso é proporcionar a formação de professores da educação infantil, ensino fundamental e médio, que atuem na função de POIE. Eles devem conhecer e interagir com os recursos disponíveis nos laboratórios de fabricação digital. Para isto, serão utilizados os fab labs da rede pública Fab Lab Livre SP.

A formação destes professores também abre possibilidades de uso dos laboratórios, equipamentos e tecnologias no planejamento e ações pedagógicas. Os professores formados se tornam multiplicadores destas tecnologias nas escolas. Assim, abrem caminho para que crianças e jovens também tenham contato com este conhecimento.

– Conheça o Fab Lab Livre SP!

Segue o link para comunicado da Secretaria de Educação na página 49 do Diário Oficial da Cidade de São Paulo:

http://diariooficial.imprensaoficial.com.br/nav_v4/index.asp?c=1&e=20171025&p=1

Cultura Maker em debate

Em junho, os Fab Labs Livres SP estarão em pauta no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo. Serão dois encontros sobre a Cultura Maker, em que se debaterá sobre novas práticas de criação e de produção, a concepção da Cultura Maker e suas reverberações sociais. Leia mais

Audiogames: jogos acessíveis para pessoas com deficiência visual

A área de jogos, diversão e educação virtual também deve ser acessível e promover a inclusão. Acreditamos numa sociedade inclusiva de maneira global e em tecnologias que permitam as mesmas condições de vida a todos.

Compartilhamos aqui a notícia do CTA (Centro Tecnológico de Acessibilidade), o setor responsável por propor, orientar e executar ações de extensão, pesquisa e desenvolvimento em acessibilidade arquitetônica, instrumental, comunicacional, programática, metodológica, atitudinal e recursos de tecnologia assistiva no IFRS (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul).

“Há muito para ser desenvolvido ainda no campo dos jogos com acessibilidade, ficando a critério de cada desenvolvedor explorar sua criatividade para trazer novidades aos jogadores com deficiência visual. Um dos desafios para os desenvolvedores é construir jogos que ofereçam tanto interfaces gráficas atraentes quanto recursos sonoros suficientes, permitindo, assim, que pessoas com e sem deficiência visual possam jogar juntas.

A equipe do CTA desenvolveu alguns jogos acessíveis, pensando em atender às diferentes necessidades dos usuários. Um deles é o jogo “As Aventuras de Joca Valente”, que consiste em um simulador para auxiliar na reabilitação de pessoas com deficiência visual. “

Veja a notícia completa:
http://cta.ifrs.edu.br/noticias/visualizar/126

Cidades do Futuro

A tecnologia permite muitos avanços para o futuro das cidades.
A partir de estudos realizados pelo Senseable City Laboratory do MIT, cujo objetivo é sugerir ideias para a cidade do amanhã, é possível projetar uma cidade melhor, mais funcional e responsiva aos habitantes.

Mas, mais do que o avanço técnico e tecnológico, o que está em discussão é como colocar estes avanços a serviço da população, garantindo maior participação, compartilhamento de informações e conhecimento e de responsabilidades.

Através de uma técnica conhecida como “Futurecraft”, o Senseable City Lab coloca designers em um possível cenário futuro e pede-lhes para gerar propostas de design que poderiam melhorar a vida cotidiana. Desta atividade, surgiram as 7 propostas relatadas na notícia do site ArchDaily Brasil.

Veja mais no link:
http://www.archdaily.com.br/br/870680/as-7-melhores-ideias-do-mit-labs-para-as-cidades-do-futuro?utm_medium=email&utm_source=ArchDaily%20Brasil

Prótese auxilia a retomada de movimentos após hemicorporectomia

Após procedimento cirúrgico de retirada de 40% de seu corpo, Renildo inicia a retomada de sua autonomia com movimentação por próteses. Ele hoje tem 1,14m e a meta é chegar a 1,60 ao final do ano com a extensão da prótese e retomar sua independência.

A tecnologia assistiva, que abarca tecnologias como a prótese de Renildo, tem papel fundamental na garantia à pessoa com deficiência de maior independência, qualidade de vida e inclusão social, através da ampliação de sua comunicação, mobilidade, controle de seu ambiente, habilidades de seu aprendizado, trabalho e integração com a família, amigos e sociedade.

A definição da TA que utilizamos no Brasil é a seguinte:
“Tecnologia Assistiva é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação, de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social.” (Comitê de Ajudas Técnicas, Corde/SEDH/PR, 2007).

Veja mais da história de Renildo: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2017/03/1865747-dj-passa-por-cirurgia-rara-retira-40-do-corpo-e-ja-testa-reabilitacao-inedita.shtml

ITS BRASIL participa da 10ª edição da Campus Party Brasil

O Instituto de Tecnologia Social – ITS BRASIL, esteve presente na 10ª edição da Campus Party Brasil, realizada entre os dias 31 de janeiro e 4 de fevereiro no Pavilhão de Eventos do Anhembi, em São Paulo. Entidade gestora da Rede Pública de Laboratórios de Fabricação Digital da Prefeitura de São Paulo (Fab Lab Livre SP), o ITS BRASIL contou com espaço reservado para apresentar ao público o trabalho realizado nas 12 unidades do Fab Lab Livre SP. Localizado na Open Campus (área aberta ao público e gratuita), o espaço contou com agenda de oficinas, workshops e atividades abrangendo a temática maker, como moldagem em silicone, práticas em eletrônica, programação etc. Também estavam ali expostas peças fabricadas nos laboratórios da rede e algumas máquinas que no dia a dia ficam disponíveis para uso da população em todas as unidades.
A equipe do ITS BRASIL também esteve atenta às atividades ocorridas na área interna da Arena Campus Party, restrita aos campuseiros, onde ocorreram grande parte das palestras, painéis e oficinas do evento. Historicamente comprometido com o fomento da cultura de Ciência, Tecnologia e Inovação voltados à cidadania e à inclusão social, o ITS BRASIL buscou prioritariamente os espaços de debate em que se discutiu as temáticas da internet das coisas e cidades inteligentes, amplamente apontadas como áreas tecnológicas de vanguarda que influenciarão crescentemente toda a oferta de produtos e serviços nos próximos anos, sendo assim primordiais para compreender os caminhos e alternativas para o desenvolvimento social de nosso país.

Em sua definição mais simples, a internet das coisas (IoT, do inglês “Internet of Things) pode ser entendida como uma conexão em rede, de pessoas, dados, processos e coisas. Esta possibilidade de conectividade total já vem movimentando milhares de ideias e um enorme volume de recursos financeiros que abrem a perspectiva de realizar a automação de tarefas de uma forma, até então, apenas vista em filmes de ficção. Luis Gomez Gonzalez, especialista em Pesquisa e Desenvolvimento do Konker Lab, no workshop “Hardware Open Source e a prototipação de IoT de baixo custo”, focou em apresentar perspectivas e possibilidades de desenvolvimento de programas com microcontroladores apropriados para projetos de IoT, disponíveis no mercado a médio e baixo custo. Adicionalmente, apresentou a plataforma desenvolvida pela sua companhia para compartilhamento de códigos de programação de arduino, o que vai ao encontro da proposta de reforçar a possibilidade de desenvolvimento de programas úteis para o cotidiano e uso pessoal a partir de pouco tempo de trabalho e conhecimentos mais simples (ou mesmo com o emprego de softwares já desenvolvidos). Além da preocupação com as oportunidades vislumbradas a partir da IoT, o evento também abordou os riscos eminentes a um mundo quase que 100% conectado. A palestra apresentada por Alex Sandro Silva, pós graduando em Cibersegurança e Perícia Forense, enunciou uma série de ataques mais comuns às redes e que se amplificam diante do aumento de dispositivos conectados pela IoT, além dos mecanismos de defesa mais eficientes, e o estado da arte do desenvolvimento de novas soluções. Vale lembrar que o tema da internet das coisas está na ordem do dia da discussão nacional, já que está previsto para o final do mês de fevereiro o lançamento das bases do Plano Nacional de Internet das Coisas, elaborado a partir de estudos comandados pelo BNDES e resultados da consulta pública realizada entre os últimos meses de dezembro e janeiro (a qual contou com a participação do ITS BRASIL).

A disponibilidade de tamanhas opções de conectividade e automação também conduz ao debate de como os serviços de uso coletivo e as estruturas urbanas irão incorporar estas tecnologias e como se dará sua difusão e apropriação. Visando contemplar este debate a Campus Party promoveu o Fórum Cidades Inteligentes aberto pelo presidente do Instituto Campus Party, Francesco Farruggia, que ressaltou a importância em defender a implementação tecnológica voltada ao beneficiamento das cidades, ou seja, a tecnologia e a geração de dados e conhecimento sob o controle da população e não restrita a empresas que já dispõem de tecnologia e a ofertam ao poder público. A Rede Brasileira de Cidades Inteligentes, criada em 2013 no âmbito da Frente Nacional de Prefeitos, também esteve presente, representada pelo seu presidente, André Gomyde, e realizou o lançamento de um conjunto de indicadores de Cidades Inteligentes. Dividida em quatro eixos, visa orientar os municípios na elaboração e implementação de políticas nesta área. Outras autoridades como secretários municipais, vereadores e congressistas ligados ao debate na Frente Parlamentar de Cidades Inteligentes também expuseram alguns pontos, relacionados a ações já tomadas em suas cidades, assim como acerca da preocupação em relação a proteção dos dados gerados, como apontado na fala do deputado Paulo Teixeira, ao resgatar o debate do Marco Civil da Internet, o uso livre da internet e as falhas que nossa legislação ainda apresenta, sugerindo a necessidade de realizar esta discussão de forma ampla e pública.

As experiências e perspectivas levantadas nestas atividades da Campus Party evidenciam a dimensão das mudanças que estão em curso e a relevância da promoção do empoderamento tecnológico (tanto em termos técnicos como na apropriação de seus frutos), se configurando enquanto fator definidor da redução ou ampliação da desigualdade social. O ITS BRASIL, seja por meio da rede Fab Lab Livre SP, ou de outros projetos, se insere nesta questão visando promover acesso e democratização da tecnologia e de seus efeitos positivos sobre o conjunto da sociedade.

Ana Carolina Nicolay
Marcelo Lima
Pedro Henrique Alcântara

São Paulo é primeira colocada no Mayors Challenge 2016

290 cidades da América Latina participaram da competição Mayors Challenge, mantida pela Bloomberg Philantropies. Destas, 5 saíram finalistas e a cidade de São Paulo ficou em primeiro lugar.

Todos os anos, a competição convida centenas de cidades de uma nova região para definir um problema relevante e desenvolver ideias para solucioná-lo. As cidades enviam uma inscrição inicial com sua ideia para melhorar a forma como o governo trabalha e afetar positivamente a vida dos cidadãos. Em uma segunda etapa, cidades selecionadas seguem como finalistas e recebem orientações e apoio de especialistas para evoluir sua ideia.

Os finalistas competem por premiações de milhões de dólares para ajudá-los a colocar em prática sua ideia e participar de uma rede de inovações para obter inspiração e apoio. As ideias apoiadas pelo prêmio podem, além de melhorar a vida de seus cidadãos, também inspirar mudanças em cidades que enfrentam problemas semelhantes.

O projeto da cidade de São Paulo consiste no uso de tecnologia para fortalecer a “cadeia de valor” da agricultura local, promovendo o uso sustentável das terras e oportunidades de trabalho ao criar uma plataforma digital de troca entre a produção familiar e o consumidor local. Através da tecnologia social, o projeto prevê a melhoria das condições de vida das famílias produtoras (com dificuldade de comercializar seus produtos) e da cidade como um todo, ao trabalhar com a ocupação urbana.

“Criar cadeias de valor na cidade é como ligar os pontos. Percebemos que com a tecnologia é possível atender aos elos de ligação que faltam na cadeia de produção alimentar local.”

Leia mais sobre o projeto no site da Mayors Challenge:
http://mayorschallenge.bloomberg.org/ideas/sao-paulo/?lang=pt-br