Oficina de Fabricação Digital com alunos do NAISPD Itaquera

Oficina temática na rede Fab Lab LIVRE SP

O laboratório de Itaquera está recebendo hoje, para oficina, um grupo de pessoas com deficiência intelectual e Síndrome de Down. A visita foi agendada pelo NAISPD de Itaquera para apresentar o a fabricação digital em uma oficina temática.

O Núcleo de Apoio à Inclusão Social para pessoas com deficiência tem por finalidade a garantia de direitos, o desenvolvimento de mecanismos para a inclusão social, a equiparação de oportunidades e a participação das pessoas com deficiência, a partir de suas necessidades individuais e sociais.

Os laboratórios de fabricação digital trabalham com a cultura do “faça você mesmo”. Esta cultura estimula a autonomia e o aprendizado criativo. A partir da experiência prática, de erros e acertos, os alunos são parte ativa das oficinas e de seu aprendizado. O técnico orienta as aulas e os projetos de usuários dos laboratórios, mas o estímulo para aprender vem das descobertas e do desenvolvimento pessoal do usuário ao longo das atividades.

A oficina de hoje foi voltada à fabricação de sinos de vento. Foi realizada uma oficina de introdução ao corte a laser com objeto definido para produção. De início, foi feita a introdução ao uso da máquina de corte a laser para fabricar a estrutura. Depois, o sino foi finalizado com a pintura dos fios e a montagem das peças pelos alunos.

Conheça todos os cursos do Fab Lab LIVRE SP: http://fablablivresp.art.br/calendario/mes

Veja aqui as fotos:

Inclusão Digital na sociedade da Revolução da Indústria 4.0

Inclusão Digital

O dia 27 de março é considerado o Dia Nacional da Inclusão Digital por diversas organizações. A inclusão digital é fundamental para garantir a participação na sociedade atual, o exercício pleno de direitos e da democracia. Hoje, o uso da tecnologia ocupa papel de destaque na comunicação, informação, educação e em processos produtivos, operações e serviços. Portanto, a exclusão tecnológica agrava a exclusão e a desigualdade social.

O processo para a inclusão digital passa por medidas simples, ainda que estruturais. Passam, em geral, pela disponibilização e capacitação no uso de ferramentas desde a internet, e-mail, mídias e aplicativos, além do desenvolvimento e disponibilização de instrumentos para garantir a acessibilidade a todos*.

Atualizando a discussão da inclusão digital, precisamos considerar que nossa sociedade já está vivendo a revolução da indústria 4.0. Os processos de automação e uso de sistemas de dados se tornam fundamentais e, para falar em inclusão plena, é preciso compreender que o mundo digital também inclui a programação e desenvolvimento de sistemas e ferramentas.

Iniciativas

Há muitas iniciativas importantes pelo mundo, entre as quais podemos ressaltar o movimento #iamtheCODE, fundado por Mariéme Jamme. Este projeto tem o objetivo de ensinar 1 milhão de meninas a programar até 2030. “Aprendi a programar sozinha, de C++ a Python, então quero dar poder às gerações futuras com o conhecimento da tecnologia”, afirmou Mariéme em entrevista à revista Trip (leia aqui).

Cartolina desenhada e escrita. Se lê ao centro: I am the CODE de olho na natureza. Ao lado, desenhos da Amazônia, São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro, Semegal e um código.
Foto retirada da página de Facebook do #iamtheCODE

O movimento I Am the Code foi recentemente endossado pela ONU, de quem Mariéme ganhou o título de embaixadora de tecnologia. Um dos produtos que ela criou é um kit básico que ensina meninas a programarem em até cinco minutos. Mariéme esteve em 2017 no Rio de Janeiro para visitar comunidades e ensinar meninas. Em março de 2018, o projeto visita o Recife para discutir com jovens meninas. O foco será os Objetivos de Desenvolvimento Social da ONU e aprender sobre a mudança climática.

Iniciativas no Brasil

Um levantamento realizado pelo Facebook em parceria com a The Economist sobre acesso à internet, mostra o país na 18º posição em um ranking de 75 nações. O estudo também mostra que o Brasil está entre os dez países do mundo com maior número de população desconectada.

Entretanto, muitas organizações e projetos no Brasil trabalham para promover a inclusão digital de pessoas desconectadas. Em São Paulo, o ITS BRASIL teve experiências de trabalho conjunto com organizações como a progra{m}aria, Arduladies, Programaê!, Instituto Catalisador, e outras que trabalham principalmente com crianças, jovens e mulheres. Os laboratórios de fabricação digital da rede Fab Lab LIVRE SP, de iniciativa da prefeitura municipal de São Paulo e sob a gestão do ITS BRASIL, atuam para a minimização dessas lacunas de conectividade.

Nos laboratórios são oferecidos cursos de introdução às tecnologias de fabricação digital para a população de São Paulo. Um dos focos de atuação são as ações conjuntas com os coletivos já citados e com professores e diretores de ensino das escolas públicas do município. Estas ampliam a divulgação das tecnologias e formação de crianças e multiplicadores de conhecimento. Você pode conhecer o projeto aqui: http://fablablivresp.art.br

*Você poderá conferir em nosso blog, em breve, artigo específico sobre a acessibilidade digital.

Extensão universitária ganha função social

A partir de parceria do IFSP com o Fab Lab Livre SP e CCJ, foi realizado projeto de extensão universitária. Este, além de contar com aulas de marcenaria utilizando as técnicas de fabricação digital, também desenvolveu mobiliário para uso da comunidade e funcionários do Centro Cultural da Juventude na Vila Nova Cachoeirinha.

No dia 10 de março foram certificados os alunos e participantes do projeto. A iniciativa foi do professor Felipe Mujica, da Diretoria de Construção Civil do Campus São Paulo (DCC/SPO) do IFSP. O projeto teve início no final de 2017 com aulas do professor e dos técnicos Jesus Cavalcante e César Garcia. A partir das aulas, os alunos entraram em contato com a comunidade e as necessidades locais. Assim, puderam participar do projeto e construção das soluções.

“Quem participou do projeto pode aprender, desde entender a necessidade de um cliente, neste caso, os usuários do CCJ e o próprio CCJ, até como elaborar um projeto e a produção e fabricação de móveis, jogos, brinquedos e objetos em geral, aprendendo as técnicas de fabricação digital e marcenaria”, afirmou o professor.

Os princípios básicos deste projeto foram a integração entre a produção de conhecimento e a prática e a multiplicação deste conhecimento. Com o direcionamento social do atendimento de necessidades e demandas da comunidade local. Por isso, foi um projeto tão relevante para CCJ, IFSP, Fab Lab Livre SP, alunos, professores e usuários locais.

Veja aqui no site do Instituto Federal uma notícia completa sobre o projeto.

 

Fab Lab LIVRE SP proporciona inovação no carnaval do CCJ

As tecnologias da indústria 4.0 e os processos inovadores disponíveis no Fab Lab LIVRE SP têm sido a cada dia mais incorporados pela população e, especialmente, pelas comunidades do entorno dos laboratórios. Durante o carnaval, não poderia ser diferente. O carnaval de rua tem ganhado maior expressão e participação de paulistas nos últimos anos e, em 18 de fevereiro de 2018, o Bloco da Tia Ruth, bloco de carnaval de rua do Centro Cultural da Juventude, irá estrear.

O bloco reúne as principais frentes culturais do Centro Cultural e irá desfilar com instrumentos produzidos com as tecnologias da fabricação digital em parceria com o Fab Lab LIVRE SP. Ao longo de 2017, foram desenvolvidas várias oficinas, promovidas pelo CCJ e a equipe do Fab Lab Livre SP. Foram oficinas voltadas para experimentação e criação de instrumentos.

Destas oficinas, surgiram instrumentos inteiramente desenhados pelos usuários e pela equipe do laboratório. Estes foram recortados na máquina de corte a laser e montados com os equipamentos da marcenaria. Os instrumentos criados e produzidos digitalmente, além de serem de baixo custo, permitem uma sonoridade próxima a dos instrumentos usados pelas escolas de samba. O processo de produção de instrumentos saiu em notícias do Jornal SP Norte e do Bom Dia SP.

Confira as notícias:
https://www.jornalspnorte.com.br/folia-tech-bloco-de-rua-do-ccj-usa-instrumentos-criados-digitalmente/
https://globoplay.globo.com/v/6478730/

Cimentícios Heliópolis

Neste dia 06 de setembro de 2017 foi realizada a primeira oficina de formação técnica com o grupo que está sendo sensibilizado e envolvido no projeto Cimentícios Heliópolis no espaço do CEU Heliópolis.

O empreendimento faz parte do projeto de Inclusão Produtiva para pessoas em situação de vulnerabilidade social, muitas das quais fizeram ou fazem uso abusivo de substancias psicoativas. As pessoas envolvidas neste projeto são moradoras da comunidade do Helipa e algumas estão hospedadas no Hotel Social do antigo DBA que está localizado na região.

A proposta foi criada a partir de articulação e parceria entre o ITS Brasil, o Projeto Crescimento da Escola Politécnica da  USP, a UNAS – Associação de Moradores do Heliópolis, O Centro de Educação Unificado de Heliópolis- CEU Heliópolis, o Fab Lab Livre SP e o arquiteto Ruy Ohtake.

O ITS BRASIL assumiu a tarefa de fazer a coordenação executiva do projeto, auxiliar na mobilização comunitária para constituição do grupo, a  incubação, no que diz respeito à gestão do negócio e a viabilidade associativa do grupo, além da formação em temas ligados a cidadania e ao mundo do trabalho.

O projeto Crescimento da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo assumiu a formação e acompanhamento técnico para a produção, o fornecimento de insumos necessários para a produção, a comercialização dos produtos por meio de seus parceiros e site, além do auxilio técnico na construção da lista de equipamentos necessários ao empreendimento.

A UNAS realizará as formações cidadãs e em economia solidária em conjunto com o ITS BRASIL e a mobilização comunitária para a constituição do grupo.

O CEU Heliópolis auxiliará na mobilização comunitária, na formação para a cidadania  e disponibilizará dois espaços na sua estrutura pelo período de onze meses, um para estoque de insumos e peças produzidas e outro para produção.

O Fab Lab Livre SP auxiliará na formação técnica para produção e disponibilizará seus laboratórios para a construção de formas, moldes e outros artigos necessários para a produção.

O arquiteto Ruy Ohtake desenvolverá o design de uma linha de produtos para o empreendimento, disponibilizará também o projeto de algumas peças da sua coleção e auxiliará na articulação com espaços para comercialização dos produtos.

Até o momento, foram realizadas três reuniões de articulação e planejamento na Poli USP, na UNAS e no CEU Heliópolis. A primeira reunião de sensibilização para o publico alvo do projeto Cimentícios Heliópolis ocorreu no dia 31 de agosto e a primeira oficina de formação técnica com o grupo no dia 06 de setembro.

Veja algumas fotos da sensibilização e da oficina:

 Foto mostra uma roda de mais de 40 pessoas em uma sala fechada durante a atividade de sensibilização.

Foto de um folheto explicando a oficina do dia 6 de setembro, explicando a atividade de moldagem de componentes cimentícios e a divisão de mesas para produção de 4 tipos de peças diferentes: revestimento, vasos, peça especial e moldagem livre.Foto mostra o conjunto de pessoas que trabalham com a mistura de cimento em duas mesas grandes.Foto mostra senhor despejando a mistura de cimento em forma de plástico junto a outras pessoas que participam do processo.Foto mostra conjunto de pessoas trabalhando com mistura de cimento e formas em mesa localizada no espaço do CEU. Foto de uma mesa de produção da oficina de moldagem. Há 7 pessoas no entorno e a mesa está na parte descoberta do CEU Heliópolis, com o prédio do CEU e o dia ensolarado ao fundo.Foto de um vaso de cimento feito por moldagem.

Cultura Maker em debate

Em junho, os Fab Labs Livres SP estarão em pauta no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo. Serão dois encontros sobre a Cultura Maker, em que se debaterá sobre novas práticas de criação e de produção, a concepção da Cultura Maker e suas reverberações sociais. Leia mais

Fab Lab público e participação comunitária

No bairro de Heliópolis, Zona Sul de São Paulo, o projeto Fab Lab Livre SP vem propondo, em parceria com a comunidade, o desenvolvimento de projetos que procuram impactar positivamente o cotidiano de todos. Um exemplo é o projeto intitulado Espaço Zen, que vem sendo desenvolvido há alguns meses no cotidiano do laboratório.

A proposta de Espaço Zen está sendo projetada e construída de maneira coletiva e colaborativa entre coordenadores do CEU Heliópolis, lideranças e moradores do bairro, além da equipe do Fab Lab Livre SP. O projeto visa criar um espaço de convivência e lazer que possa ser usado por todos, valorizando o convívio e o espaço do CEU Heliópolis já desde a etapa de construção, com as novas relações criadas neste processo.

Conheça mais sobre o projeto no blog do Fab Lab Livre SP:
fablablivresp.art.br/unidades/ceu-heliopolis/blog/fab-lab-publico-e-participacao-comunitaria

Galera do “Estúdio E” visita Espaço São Luís

No dia 15 de setembro, o Espaço São Luís recebeu a galera do Estúdio E, que participou de uma sensibilização sobre o projeto do Fab Lab Livre SP no laboratório do Espaço São Luís.

Leia Mais no blog do Fab Lab Livre SP:
http://fablablivresp.art.br/unidades/espaco-sao-luis/blog/galera-do-estudio-e-visita-espaco-sao-luis