A Amavida desenvolve o projeto Abelhas Nativas, em comunidades rurais, com o manejo sustentável para extração e beneficiamento de produtos do mel dessas abelhas. Trabalha com a Certificação Participativa Ecossistema (CPE), que envolve a promoção de arranjos produtivos com sistemas de cultivo orgânico. A Associação está envolvida diretamente com a mobilização pública através de campanhas ou promovendo encontros regionais, nacionais e internacionais de conservação ambiental. Atua com respeito ao saber científico e ao saber tradicional.
O Projeto Abelhas Nativas recebeu em 2005 o Certificado de Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil (FBB), melhorando a importância do natmel no mercado. A secretária executiva da Rede de Tecnologia Social, Larissa Barros, ressalta a importância de se aproveitar o conhecimento que já existe nessas comunidades. “Em Preazinho, por exemplo, há um saber local que é resgatado e incrementado a partir de um conhecimento técnico produzido pelas universidades e por organizações como a Amavida”, diz. No campo, as comunidades passam por um processo de capacitação que envolve toda uma mudança na forma de enxergar o meio ambiente.
“Além dos arranjos produtivos, de consórcios de mel com determinados tipos de plantas importantes para a agricultura (pomares, hortas orgânicas e cultivo de plantas do cerrado, como o mirim e o murici), há a questão de zoneamento ambiental, de recuperação de matas ciliares e a assinatura de um Termo de Conduta”, explica Drummond. Ou seja, não é uma ação isolada, mas um conjunto de medidas articuladas, uma tecnologia desenvolvida dentro do projeto.

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