Cimentícios Heliópolis

Neste dia 06 de setembro de 2017 foi realizada a primeira oficina de formação técnica com o grupo que está sendo sensibilizado e envolvido no projeto Cimentícios Heliópolis no espaço do CEU Heliópolis.

O empreendimento faz parte do projeto de Inclusão Produtiva para pessoas em situação de vulnerabilidade social, muitas das quais fizeram ou fazem uso abusivo de substancias psicoativas. As pessoas envolvidas neste projeto são moradoras da comunidade do Helipa e algumas estão hospedadas no Hotel Social do antigo DBA que está localizado na região.

A proposta foi criada a partir de articulação e parceria entre o ITS Brasil, o Projeto Crescimento da Escola Politécnica da  USP, a UNAS – Associação de Moradores do Heliópolis, O Centro de Educação Unificado de Heliópolis- CEU Heliópolis, o Fab Lab Livre SP e o arquiteto Ruy Ohtake.

O ITS BRASIL assumiu a tarefa de fazer a coordenação executiva do projeto, auxiliar na mobilização comunitária para constituição do grupo, a  incubação, no que diz respeito à gestão do negócio e a viabilidade associativa do grupo, além da formação em temas ligados a cidadania e ao mundo do trabalho.

O projeto Crescimento da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo assumiu a formação e acompanhamento técnico para a produção, o fornecimento de insumos necessários para a produção, a comercialização dos produtos por meio de seus parceiros e site, além do auxilio técnico na construção da lista de equipamentos necessários ao empreendimento.

A UNAS realizará as formações cidadãs e em economia solidária em conjunto com o ITS BRASIL e a mobilização comunitária para a constituição do grupo.

O CEU Heliópolis auxiliará na mobilização comunitária, na formação para a cidadania  e disponibilizará dois espaços na sua estrutura pelo período de onze meses, um para estoque de insumos e peças produzidas e outro para produção.

O Fab Lab Livre SP auxiliará na formação técnica para produção e disponibilizará seus laboratórios para a construção de formas, moldes e outros artigos necessários para a produção.

O arquiteto Ruy Ohtake desenvolverá o design de uma linha de produtos para o empreendimento, disponibilizará também o projeto de algumas peças da sua coleção e auxiliará na articulação com espaços para comercialização dos produtos.

Até o momento, foram realizadas três reuniões de articulação e planejamento na Poli USP, na UNAS e no CEU Heliópolis. A primeira reunião de sensibilização para o publico alvo do projeto Cimentícios Heliópolis ocorreu no dia 31 de agosto e a primeira oficina de formação técnica com o grupo no dia 06 de setembro.

Veja algumas fotos da sensibilização e da oficina:

 Foto mostra uma roda de mais de 40 pessoas em uma sala fechada durante a atividade de sensibilização.

Foto de um folheto explicando a oficina do dia 6 de setembro, explicando a atividade de moldagem de componentes cimentícios e a divisão de mesas para produção de 4 tipos de peças diferentes: revestimento, vasos, peça especial e moldagem livre.Foto mostra o conjunto de pessoas que trabalham com a mistura de cimento em duas mesas grandes.Foto mostra senhor despejando a mistura de cimento em forma de plástico junto a outras pessoas que participam do processo.Foto mostra conjunto de pessoas trabalhando com mistura de cimento e formas em mesa localizada no espaço do CEU. Foto de uma mesa de produção da oficina de moldagem. Há 7 pessoas no entorno e a mesa está na parte descoberta do CEU Heliópolis, com o prédio do CEU e o dia ensolarado ao fundo.Foto de um vaso de cimento feito por moldagem.

Artia V. – Interface Assistiva

Compartilhamos com todos um importante projeto de tecnologia assistiva que está precisando de apoio para seu desenvolvimento, divulgação e expansão. O projeto da interface Artia V está em desenvolvimento na UNESP desde 2015, dentro do grupo GIIP e agora está com uma campanha de financiamento coletivo aberta.

Esse financiamento é para o projeto como um todo, porém o foco inicial será na produção de um espetáculo de dança.Para exemplificar como a interface funciona, realizarão na UNESP um espetáculo de dança, inédito, com duas pessoas com severa incapacidade de movimentos e de fala, dois bailarinos e um artista performático. No espetáculo serão utilizadas as interfaces assistivas que levarão à exposição, entre elas a ARTIA.V

Para apoiar, é só acessar este link: http://www.juntos.com.vc/pt/arteolhos

A interface, aliada às novas tecnologias, auxilia pessoas com severas limitações corporais a se expressarem mais facilmente. Pessoas que não possuem movimentos e nem capacidade de fala poderão fazer e ensinar artes com os olhos (plásticas: de desenho à escultura; cênicas: teatro dança e performance; e musicais: trilhas e composição em tempo real e música experimental).
Além de ser uma importante tecnologia por seu viés inclusivo, é uma tecnologia desenvolvida com o propósito da apropriação e reaplicação. O grupo pretende em breve poder distribuir modelos e aplicar workshops para ensinar associações assistenciais e familiares a construir iguais.

Conheça mais sobre este projeto:
Facebook – https://www.facebook.com/fazendoartecomosolhos
Site – http://giip-interfaces.wixsite.com/home

173 iniciativas receberão certificado e irão compor o Banco de Tecnologias Sociais da Fundação Banco do Brasil

Um dos momentos mais esperados pelo público inscrito no Prêmio de Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil é o resultado das iniciativas que receberão certificação de tecnologia social. Em sua nona edição, a Fundação BB divulgou hoje o resultado da primeira fase de classificação do prêmio. Das 735 iniciativas inscritas neste ano, 173 foram consideradas aptas para a certificação.

A triagem foi realizada por uma comissão composta pela equipe técnica da Fundação BB, conforme os critérios do regulamento. Entre os requisitos está o tempo de atividade, que deve ser de dois anos, possuir evidências de transformação social, estar sistematizada a ponto de tornar possível sua reaplicação em outras comunidades, contar com interação da comunidade e respeitar os valores de protagonismo social, respeito cultural, cuidado ambiental e solidariedade econômica. Além disso, todos os documentos exigidos para a inscrição devem estar validados.

As propostas inscritas foram classificadas por seis categorias nacionais, das quais foram validadas 15 tecnologias na categoria Agroecologia, 27 em Água e/ou Meio Ambiente, 11 em Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital, 40 em Economia Solidária, 52 em Educação e 16 em Saúde e Bem Estar. Na categoria internacional foram classificadas 12 propostas.

Com a certificação, as tecnologias passam a compor o Banco de Tecnologia Social (BTS) da Fundação BB que agora conta com 995 iniciativas aptas para reaplicação. O BTS é uma base de dados online que reúne metodologias reconhecidas por promoverem a resolução de problemas comuns às diversas comunidades brasileiras. Neste banco, todas as Tecnologias Sociais podem ser consultadas por tema, entidade executora, público-alvo, região, UF, entre outros parâmetros de pesquisa. Para consultar o banco basta acessar o endereço eletrônico: tecnologiasocial.fbb.org.br. Também é possível consultar este banco de dados através do aplicativo de celular “Banco de Tecnologias Sociais”, disponível para aparelhos Android e IOS.

A notícia completa pode ser lida no site da Fundação Banco do Brasil: https://www.fbb.org.br/pt-br/component/k2/conteudo/premio-2017-saiu-o-resultado-das-certificadas

Registro do Seminário: O Papel do Trabalho para as Pessoas em Situação de Rua

Seminário: O Papel do Trabalho para as Pessoas em Situação de Rua

No dia 21 de junho, foi realizado o Seminário “O Papel do Trabalho para as Pessoas em Situação de Rua”. O seminário foi realizado pelo ITS BRASIL e o projeto A Cor da Rua.

Integrando a perspectiva dos Direitos Humanos na área da Saúde, o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Saúde e Políticas Públicas e Sociais da Escola de Enfermagem da UNIFESP desenvolve o Projeto de Extensão Universitária A Cor da Rua. Tendo como base a intersetorialidade e a participação social, o projeto organiza suas ações, desde 2010, em parceria com diversas entidades da sociedade civil que atuam com metodologias participativas junto a grupos vulneráveis (especialmente pessoas em situação de rua, imigrantes e refugiados).

Neste contexto o projeto realiza seminários abertos à população em geral; promove encontros e convivências para desenvolver novas formas de cuidado para a população em situação de rua. O Projeto A Cor da Rua, em parceria com o Instituto e Departamento de Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPQ- HC-FMUSP) e o Instituto de Tecnologia Social (ITS BRASIL), desenvolve em 2017 diversas ações que abordam o tema do trabalho como ferramenta de inclusão social, reabilitação psicossocial e promoção de saúde mental para as pessoas em situação de rua.

Este evento promoveu debate sobre estratégias de inserção produtiva, geração de renda e trabalho para pessoas em situação de rua.

O Seminário, que ocorreu no Teatro Marcos Lindenberg, teve a intenção de promover a reflexão sobre as possibilidades de inserção produtiva, geração de renda e trabalho para pessoas em situação de rua.

Objetivos do seminário

Além desta perspectiva geral, o seminário tinha como objetivos:
• Promover debate sobre as estratégias de cuidado integral para população em situação de rua na cidade de São Paulo.
• Refletir sobre o papel do trabalho como ferramenta de inclusão social, reabilitação psicossocial e promoção de saúde mental para as pessoas em situação de rua.
Objetivos específicos:
• Conhecer diferentes pontos de vista sobre os programas de inclusão pelo trabalho para a população em situação de rua (saúde, assistência social e trabalho)
• Discutir com os diversos atores sociais estratégias de inclusão produtiva, geração de renda e trabalho
• Apresentar o Projeto “Inclusão Produtiva pelo Trabalho para Pessoas em Situação de Rua”.

Público alvo: Sociedade civil; profissionais da saúde, do trabalho, educação e assistência social envolvidos no cuidado às pessoas em situação de rua; alunos da graduação e pós-graduação; instituições governamentais e não-governamentais que trabalham no apoio à população em situação de rua.

Nossa equipe multidisciplinar, que está atuando com a rede de atenção a pessoas em situação de rua, acompanhou e registrou o evento. A implantação de ações para aliviar o sofrimento e abrir os horizontes da população em situação de rua é uma prioridade no cenário atual, mas sua efetivação somente ocorrerá com o desenvolvimento de estratégias institucionais adequadas. Assim, entendemos que os serviços que permitam integração e colaboração entre diversos setores da sociedade são de extrema necessidade.

Acompanhe por nosso blog notícias de mais ações e eventos ligados ao trabalho da inclusão produtiva!

Seminário: O papel do trabalho para as pessoas em situação de rua

O ITS BRASIL e o projeto A Cor da Rua convidam você para o seminário:

“O papel do trabalho para as pessoas em situação de rua”. Propomos a reflexão sobre a possibilidade da inserção produtiva, geração de renda e trabalho para pessoas em situação de rua.

Leia mais

Audiogames: jogos acessíveis para pessoas com deficiência visual

A área de jogos, diversão e educação virtual também deve ser acessível e promover a inclusão. Acreditamos numa sociedade inclusiva de maneira global e em tecnologias que permitam as mesmas condições de vida a todos.

Compartilhamos aqui a notícia do CTA (Centro Tecnológico de Acessibilidade), o setor responsável por propor, orientar e executar ações de extensão, pesquisa e desenvolvimento em acessibilidade arquitetônica, instrumental, comunicacional, programática, metodológica, atitudinal e recursos de tecnologia assistiva no IFRS (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul).

“Há muito para ser desenvolvido ainda no campo dos jogos com acessibilidade, ficando a critério de cada desenvolvedor explorar sua criatividade para trazer novidades aos jogadores com deficiência visual. Um dos desafios para os desenvolvedores é construir jogos que ofereçam tanto interfaces gráficas atraentes quanto recursos sonoros suficientes, permitindo, assim, que pessoas com e sem deficiência visual possam jogar juntas.

A equipe do CTA desenvolveu alguns jogos acessíveis, pensando em atender às diferentes necessidades dos usuários. Um deles é o jogo “As Aventuras de Joca Valente”, que consiste em um simulador para auxiliar na reabilitação de pessoas com deficiência visual. ”

Veja a notícia completa:
http://cta.ifrs.edu.br/noticias/visualizar/126

Prêmio da Fundação Banco do Brasil ajuda a regulamentar colostro

Tecnologia Social é a ferramenta que agrega informação e conhecimento para mudar a realidade. Por isso, dizemos que ela é a ponte entre as necessidades, os problemas e as soluções encontrados pela população.

Em 2007, a médica veterinária Mara Helena Saalfeld ganhou o prêmio da Fundação Banco do Brasil para desenvolver sua pesquisa para o “Uso da Silagem de Colostro”, pesquisa que não tinha financiamento até então.

O colostro é a secreção pré-parto de leite produzida pelas vacas e era proibido de ser comercializado pelo desconhecimento de suas características nutritivas.

“O Brasil vai deixar de jogar fora 2 bilhões de litros de colostro anualmente. Com essa vitória, a tecnologia vai proporcionar aos agricultores renda, trabalho e tributos para o nosso país”, declarou a veterinária ao jornal.

Leia mais sobre este caso de desenvolvimento de tecnologias sociais no site da Fundação Banco do Brasil:
http://www.fbb.org.br/pt-br/component/k2/conteudo/premio-da-fundacao-banco-do-brasil-ajuda-a-regulamentar-colostro

Revista britânica ‘Nature’ coloca Celina Turchi entre 10 cientistas mais importantes de 2016

A pesquisadora brasileira Celina Turchi está na lista de 10 personalidades mais importantes da revista britânica ‘Nature’ por sua liderança no projeto de pesquisa que investiga a ligação do vírus Zika à epidemia de microcefalia em bebês.
Celina teve papel central na articulação de especialistas de todo o mundo para realizar o estudo que mostra a ligação entre a infecção pelo vírus e a microcefalia no primeiro trimestre da gravidez.
A notícia completa pode ser vista no site do Estadão e no site da revista Nature:

Agora, por meio da Finep, sua pesquisa receberá investimento do governo dentro de um total de R$ 27,5 milhões destinados a apoiar projetos de pesquisa de combate ao vírus zika, transmitido pelo mosquito aedes aegypti, que também é vetor da dengue e da febre chicungunha, doenças de grande impacto na população brasileira.
A assinatura do convênio foi feita no dia 19.12, segunda-feira, pelo atual ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab em cerimônia no Rio de Janeiro.
Aqui, a notícia do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações: www.mcti.gov.br/noticia

Fab Lab público e participação comunitária

No bairro de Heliópolis, Zona Sul de São Paulo, o projeto Fab Lab Livre SP vem propondo, em parceria com a comunidade, o desenvolvimento de projetos que procuram impactar positivamente o cotidiano de todos. Um exemplo é o projeto intitulado Espaço Zen, que vem sendo desenvolvido há alguns meses no cotidiano do laboratório.

A proposta de Espaço Zen está sendo projetada e construída de maneira coletiva e colaborativa entre coordenadores do CEU Heliópolis, lideranças e moradores do bairro, além da equipe do Fab Lab Livre SP. O projeto visa criar um espaço de convivência e lazer que possa ser usado por todos, valorizando o convívio e o espaço do CEU Heliópolis já desde a etapa de construção, com as novas relações criadas neste processo.

Conheça mais sobre o projeto no blog do Fab Lab Livre SP:
fablablivresp.art.br/unidades/ceu-heliopolis/blog/fab-lab-publico-e-participacao-comunitaria

São Paulo é primeira colocada no Mayors Challenge 2016

290 cidades da América Latina participaram da competição Mayors Challenge, mantida pela Bloomberg Philantropies. Destas, 5 saíram finalistas e a cidade de São Paulo ficou em primeiro lugar.

Todos os anos, a competição convida centenas de cidades de uma nova região para definir um problema relevante e desenvolver ideias para solucioná-lo. As cidades enviam uma inscrição inicial com sua ideia para melhorar a forma como o governo trabalha e afetar positivamente a vida dos cidadãos. Em uma segunda etapa, cidades selecionadas seguem como finalistas e recebem orientações e apoio de especialistas para evoluir sua ideia.

Os finalistas competem por premiações de milhões de dólares para ajudá-los a colocar em prática sua ideia e participar de uma rede de inovações para obter inspiração e apoio. As ideias apoiadas pelo prêmio podem, além de melhorar a vida de seus cidadãos, também inspirar mudanças em cidades que enfrentam problemas semelhantes.

O projeto da cidade de São Paulo consiste no uso de tecnologia para fortalecer a “cadeia de valor” da agricultura local, promovendo o uso sustentável das terras e oportunidades de trabalho ao criar uma plataforma digital de troca entre a produção familiar e o consumidor local. Através da tecnologia social, o projeto prevê a melhoria das condições de vida das famílias produtoras (com dificuldade de comercializar seus produtos) e da cidade como um todo, ao trabalhar com a ocupação urbana.

“Criar cadeias de valor na cidade é como ligar os pontos. Percebemos que com a tecnologia é possível atender aos elos de ligação que faltam na cadeia de produção alimentar local.”

Leia mais sobre o projeto no site da Mayors Challenge:
http://mayorschallenge.bloomberg.org/ideas/sao-paulo/?lang=pt-br