I Semana Municipal da Primeira Infância tem participação do Fab Lab LIVRE SP

A Prefeitura Municipal de São Paulo está promovendo a I Semana Municipal da Primeira Infância, entre os dias 01 e 07 de agosto, com o intuito de valorizar e chamar a atenção para os cuidados necessários durante a primeira infância.

A primeira infância consiste do nascimento até a criança completar 6 anos. De acordo com estudos, os cuidados, estímulos, interações e experiências neste período são levados para o resto da vida, formando as características cerebrais presentes em adultos e influenciando comportamentos.

Pensando na importância deste momento na vida das crianças e das pessoas que estão ao seu redor, a rede municipal de laboratórios digitais geridos pelo ITS BRASIL, Fab Lab LIVRE SP, também está participando da I Semana Municipal da Primeira Infância.

As atividades abordam diferentes temáticas do universo dos laboratórios digitais, como sua intersecção com o meio ambiente, com as artes e a própria cultura colaborativa do movimento maker. As crianças e seus acompanhantes terão a oportunidade de experimentar o contato com a natureza, com ferramentas produzidas no FabLab, e com o processo de criação e construção em si. Sempre refletindo sobre o futuro das próximas gerações e a importância das experiências criativas para crianças e adultos.

Serão 3 atividades pensadas para integrar crianças (de 0 a 6 anos) e seus acompanhantes. 

MEIO AMBIENTE EDUCAÇÃO INFANTIL
04/08 – 09h às 12h
Fab Lab e Telecentro São Joaquim Guarapiranga (Rua Bacabinha, 280 – Jardim São Joaquim)
Além de conscientizar sobre a importância do cuidado do meio ambiente hoje para o futuro, a atividade irá instigar os futuros donos do planeta a terem conhecimento de que um mundo mais verde é igual a “mais vida”. Incluindo também atividades práticas como plantio de flores e verduras, reciclagem de pet’s, pinturas e muito mais. Ferramentas produzidas no Fab Lab LIVRE SP também serão exploradas, como reavivamento da grade de parede e irrigação automática.

OFICINA DE CARIMBOS PARA AS CRIANÇAS
04/08 – 09h às 12h
Fab Lab Chácara do Jóckey (Rua Santa Crescencia, 323 – Butantã)
As crianças poderão usar os carimbos prontos para criar composições geométricas, desenhos de personagem e soltar a criatividade. A atividade  envolve a impressão de carimbos usando a máquina de corte a laser e borracha de silicone.

PRIMEIROS PASSOS NA CULTURA MAKER
07/08 – 14h às 17h
Descomplica de São Miguel (Rua Dona Ana Flora Pinheiro de Sousa, 76 – Vila Jacui)
A atividade propõe uma dinâmica para apresentar as ferramentas e técnicas iniciais para adentrar o universo criativo dos laboratórios de fabricação digital e da cultura colaborativa do movimento maker.

 

Fundo branco com textura em cinza e detalhes em laranja, amarelo e vermelho no canto inferior direito. Escrito em amarelo #SEMANA DA PRIMEIRA INFÂNCIA, deguido do texto em cinza com a programação resumida.

Diálogos Transformadores: Tecnologias Sociais – Soluções que mudam realidades.

No dia 23 de maio, acompanhamos o evento “Diálogos Transformadores”, atividade promovida pela Folha de São Paulo (Rede Folha de Empreendedorismo Social) e Fundação Ashoka. O evento foi patrocinado pelo Governo Federal do Brasil e Fundação Banco do Brasil. O evento discutiu as alternativas para a implementação e disseminação das tecnologias sociais no país e, em si, já foi uma forma de ampliar a visibilidade desta pauta.

Foram convidados para o evento representantes de projetos que desenvolveram Tecnologias Sociais como “casos inspiradores”. Foram chamados Júlia Carvalho, fundadora da ONG Fast Food da Política, Cláudia Vidigal, idealizadora do Instituto Fazendo História, e Hamilton da Silva, criador do Saladorama. Na mesa, três coordenadores de programas que atendem projetos de tecnologia e desenvolvimento social: Antonio Barbosa, coordenador da ASA (Articulação do Semiárido), Rogério Bressan Biruel, diretor-executivo de Desenvolvimento Social da Fundação Banco do Brasil, e Haroldo Machado Filho, assessor sênior do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento). E os debatedores Sonia da Costa, diretora de Políticas e Programas de Inclusão Social do Ministério da Ciência e da Tecnologia, e Roberto Rocha, representante do Movimento
dos Catadores.

O debate passou por rodadas em que os convidados discutiram como dar visibilidade às tecnologias sociais, incentivar sua reaplicação e expansão – tanto empoderando os coletivos e comunidades, quanto as organizações promotoras das tecnologias e com recursos para auxiliá-las, como por ações das instituições e governos. Alguns temas de debate foram: “Como dar escala às Tecnologias Sociais” e “Qual seria o papel do governo na tarefa de transferir tecnologias sociais às comunidades em situação vulnerável.”. Houve espaço também para questionamentos às organizações presentes e para a apresentação de projetos que visam a fortalecer a aplicação e disseminação das tecnologias sociais.

Com relação ao papel do governo na transferência de tecnologias sociais, Sônia Costa (MCTIC) apontou três elementos relevantes que cabem ao governo segundo visão de sua diretoria dentro do MCTIC: 1) Identificar de forma sistematizada as iniciativas de TS; 2) Fomentar as ações mapeadas, principalmente através de editais próprios e de parceiros (como CNPq, Finep e Banco do Brasil); e 3) Garantir para a população o acesso às TS. A terceira tarefa seria o maior dos desafios. Garantir acesso às TS significa ampliar seu debate em toda a sociedade e enfatizá-lo do ponto de vista dos Direitos Humanos, da Inclusão Socioprodutiva e do acesso à Ciência e Tecnologia.

O significado e conceito de tecnologia social foi um ponto central retomado no encontro também. Os convidados reforçaram o caráter de tecnologia feita com foco na construção de soluções de demandas sociais, feita com envolvimento das comunidades demandantes, através das trocas de saberes entre academia e formas de produção tradicionais e locais, com sistematização dos processos e resultados e abertas para compartilhamento livre e reaplicação. Antonio Barbosa, coordenador da ASA, também reforçou que essas tecnologias devem ser apoiadas para que rompam a fase de testes e passem à reaplicação e se consolidem como Políticas Públicas.

Haroldo Machado fez outro destaque na discussão, apontando a importância das TS para o desenvolvimento sustentável. De acordo com sua visão, os ODS representam um grande avanço na agenda defendida pelos atores envolvidos com a questão do desenvolvimento sustentável e as TS configuram como uma das principais ferramentas para sua realização.

O evento foi encerrado com o agradecimento dos participantes e enaltecimento da diversidade (de gênero, cor da pele, institucional e temática) entre os presentes, tanto entre os protagonistas como na plateia. Avaliamos que, certamente, ampliar os espaços de diálogo e debate sobre as tecnologias sociais é uma iniciativa que pode abrir caminho para estruturar ações necessárias para potencializar, viabilizar e apoiar as soluções populares para as demandas sociais.

O ITS BRASIL tem uma história totalmente ligada à construção do conceito e propostas de Tecnologias Sociais, entendidas como ferramentas para fortalecer as iniciativas de construção do conhecimento popular para intervenção e transformação da realidade. Inclusive o projeto Fast Food da Política teve seu desenvolvimento apoiado pela equipe da rede Fab Lab LIVRE SP – rede de laboratórios de fabricação digital da Prefeitura Municipal de São Paulo com gestão do ITS BRASIL.

Valorizamos esta iniciativa da Folha e acompanharemos novas iniciativas que tenham o propósito de impulsionar as Tecnologias Sociais e seu alcance, atividade fundamental a nosso ver. Como afirmamos em nosso Caderno de Debate: Tecnologia Social no Brasil no item “Por que falar de Tecnologia Social?”:

“Foi principalmente no diálogo com as entidades da sociedade civil organizada e na observação de seu modo de ação que nasceu a percepção da Tecnologia Social como um conceito que poderia definir práticas de intervenção social que se destacam pelo êxito na melhoria das condições de vida da população, construindo soluções participativas, estreitamente
ligadas às realidades locais onde são aplicadas.

“Nomear” estas práticas tornava-se, entre outras coisas, uma forma de dar visibilidade e disseminar soluções que, embora eficazes, muitas vezes ficavam “escondidas” nos espaços onde aconteciam.”

Que cada vez mais as tecnologias ganhem espaços nos debates, publicações e ações da Sociedade Civil e Instituições e repercutam na elaboração de Políticas Públicas!

Lançamento do Selo de Acessibilidade da SMPED em São Paulo

Selo de Acessibilidade Digital

Acompanhamos na tarde do dia 17 de maio, o lançamento do Selo de Acessibilidade Digital da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo. A criação desta certificação é um passo importante para dar visibilidade à pauta da acessibilidade e aos direitos das pessoas com deficiência.

As medidas de acessibilidade digital são responsáveis por garantir o acesso igualitário à internet, à informação, ao conhecimento e a promoção dos direitos das pessoas com deficiência, que devem poder utilizar os recursos disponíveis com autonomia. Nós fizemos um infográfico sobre a Acessibilidade Digital e compartilhamos em nosso blog aqui.

O evento

Estiveram à mesa do evento o secretário da SMPED, Cid Torquatto, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, o presidente da OAB de São Paulo, Marcos da Costa, a secretária adjunta da SMIT, Marianna Sampaio, entre outros representantes do poder público da esfera municipal e da federal.

Fizeram falas vários representantes de empresas, do comércio eletrônico e de organizações sem fins lucrativos que promovem a acessibilidade digital. Todos os presentes, desde o setor público, o setor empresarial e o terceiro setor assumiram o compromisso de atender às demandas de acessibilidade e auxiliar na divulgação desta pauta tão importante.

O Selo, portanto, auxilia na promoção da pauta da acessibilidade digital, vindo a consolidar o direito previsto em lei. Será uma certificação contínua, iniciada a pedido da instituição com posse do site e feita pela equipe da Comissão Permanente de Acessibilidade. O Selo é passível de ser retirado se a acessibilidade não for garantida de maneira permanente. Para isso, haverá confirmação recorrente por meio de uma verificação automatizada dos sites cadastrados no sistema e também a possibilidade de denúncia por parte dos usuários do site.

De acordo com a divulgação da SMPED:

“A avaliação seguirá os critérios estabelecidos no Modelo de Acessibilidade em Governo Eletrônico (eMAG) e as diretrizes de verificação previstas na Portaria nº 08/SMPED-GAB/2018, que regula o Selo de Acessibilidade Digital.

A solicitação do Selo poderá ser realizada pelo Portal 156 ou pelo site da SMPED, com encaminhamento de documentos pelo e-mail acessibilidadedigital@prefeitura.sp.gov.br.

Após o requerimento, a Divisão de Acessibilidade Digital e Comunicação Inclusiva (DADCI) emitirá Relatório Técnico de Avaliação da Acessibilidade e submeterá à apreciação, para concessão do Selo, da Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA), órgão vinculado à SMPED.”

Veja a divulgação oficial da SMPED: http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/pessoa_com_deficiencia/noticias/?p=256166

Emprego Apoiado no ABC é notícia no Diário do Grande ABC

Emprego Apoiado no ABC

O projeto ainda está em fase de implementação, nos primeiros meses de atuação, mas seu impacto é sentido por cada pessoa que está sendo apoiada em sua (re)inserção no mercado de trabalho formal.

A metodologia do Emprego Apoiado se caracteriza por um conjunto de ações de assessoria, orientação, treinamento e acompanhamento personalizado, dentro e fora do local de trabalho, realizadas por Técnicos de Emprego Apoiado (TEA). Essa tecnologia social, com mais de 35 anos de aplicação nos Estados Unidos e na Europa, vem se consolidando em uma ferramenta eficaz para apoiar na inclusão de profissionais com deficiência.

Atualmente, o ITS BRASIL atua com projetos de Emprego Apoiado em São Paulo, no ABC e Baixada Santista, tendo inserido mais de 600 pessoas no mercado de trabalho,independente de sua deficiência (visual, física, intelectual, psicossocial, auditiva e múltipla). Além dos atendimentos à pessoa com deficiência, o projeto tem nas parcerias com diversas empresas no município, onde as pessoas serão empregadas, um dos elementos necessários ao seu funcionamento. Tanto as empresas quanto as pessoas com deficiência não têm nenhum custo para participar do projeto.

Estamos abertos a fazer parcerias com empresas regionais interessadas em implementar a inclusão social em suas práticas. Pessoas com deficiência que queiram participar do projeto podem nos enviar seu currículo ou ligar para o ITS BRASIL.

Veja todos os dados para contato em: www.itsbrasil.org.br/contato

Veja abaixo a notícia ou acesse o site do Diário do Grande ABC: http://www.dgabc.com.br/Noticia/2879077/pessoas-com-deficiencia-sao-1-3-dos-profissionais

Pessoas com deficiência são 1,3% dos profissionais

Nario Barbosa: Foto de Fabio Moreno no galpão fazendo a locomoção de caixas

Inclusão na região é maior do que no País, em que 0,9% deles estão no mercado de trabalho
Flavia Kurotori
Especial para o Diário

“Todo mundo deve ser feliz.” A frase que, no primeiro momento, soa clichê, foi dita por Fábio Maurício Moreno, 49 anos, deficiente auditivo que mora em Santo André com a mulher e os dois filhos e trabalha há pouco mais de um mês em fábrica de zíperes e aviamentos. Sempre de bom humor e com sorriso leve, conquistou a simpatia de todos os setores da empresa. “Gratidão” é a palavra que faz parte de seu dia a dia, que sempre diz “obrigado” juntando as mãos como quem reza pela nova oportunidade no mercado de trabalho – após dez anos em multinacional alimentícia, ele havia sido demitido em outubro, em ação para reduzir gastos.

Moreno é um dos 9.581 trabalhadores com algum tipo de deficiência do Grande ABC conforme dados da última Rais (Relação Anual de Informações Sociais), do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) disponível, de 2016. Significa que 1,31% dos 731.238 profissionais com carteira assinada são PCDs (Pessoas Com Deficiência).

Esse percentual supera o do País, em que, segundo a Rais, 0,9% dos trabalhadores têm deficiência. São 418 mil pessoas, num universo de 46 milhões.

“É preciso abrir portas e mostrar que as pessoas com deficiência são capazes. Um surdo, por exemplo, tem como única limitação o fato de não poder atender o telefone, mas pode desenvolver outras tarefas normalmente”, assegura Vilma Roberto, coordenadora da ITS Brasil (Instituto de Tecnologia Social), entidade que recoloca pessoas com deficiência no mercado de trabalho por meio da metodologia de emprego apoiado.

Sequela do sarampo deixou Moreno surdo aos 5 anos. Após a demissão da linha de produção da empresa alimentícia, ele fez ‘bicos’ como pedreiro e jardineiro, ao mesmo tempo em que distribuía currículos. “A falta de comunicação é um dos principais problemas. Em um dos lugares, disseram para eu aguardar o contato, mas nunca retornaram”, conta ele, que não tem vergonha de tirar as dúvidas com os colegas e, sempre que pode, não nega ajuda a quem precisa. Sua encarregada, Renata Aparecida de Jesus, garante que ele é um dos funcionários mais concentrados e atentos às normas de segurança da empresa. Moreno ingressou na Coats Corrente, no Ipiranga, após indicação de um amigo, por meio do ITS Brasil.

É importante destacar que a Lei de Cotas (8.213/1991) obriga que empresas com 100 ou mais funcionários possuam entre 3% e 5% das vagas reservadas para PCDs.

PROCEDIMENTO

“O primeiro passo para conseguir colocação é traçar os perfis pessoal, profissional e vocacional da pessoa e, a partir dos resultados, buscamos vagas compatíveis nas empresas parceiras”, explica Vilma, que atua na região.

Na etapa seguinte, o instituto apresenta o candidato à companhia, onde é feita entrevista. “Todo o processo é acompanhado pelo TEA (Técnico de Emprego Apoiado), que auxilia ao acrescentar informações pertinentes, pois, em muitos casos, a pessoa com deficiência não sabe se valorizar porque já está acostumada a ser diminuída pela sociedade”, salienta Vilma. Se a firma aprovar, a pessoa é contratada formalmente. “O ITS não capacita para o mercado, e sim, fornece suporte. O TEA acompanha a pessoa pelo tempo necessário ao local de trabalho até que ela se adeque ao ambiente e à função.”

No caso de Moreno, contratado como auxiliar de movimentações, a integração levou cerca de quatro dias. Segundo ele, o suporte é importante, dado que, nos empregos anteriores, a incorporação no ambiente de trabalho foi mais demorada, principalmente por conta da dificuldade na comunicação, ainda que ele faça leitura labial e oralize suas falas.

“No início, a equipe estava receosa porque nunca tínhamos lidado com deficiente auditivo no setor. Mas está dando certo e hoje tudo mudou por causa dele”, lembra Renata. “O Fábio (Moreno) alegra o ambiente, além de incentivar e motivar os demais.”

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as sete cidades possuem 2,7 milhões de habitantes e, destes, 28 mil (10,37%) são PCDs.

Ajuda é gratuita a candidatos e firmas

O projeto do ITS Brasil (Instituto de Tecnologia Social), que ajuda pessoas com deficiência a se recolocar no mercado de trabalho, está atuando no Grande ABC desde janeiro. Até o momento, cerca de 30 pessoas foram apoiadas em, aproximadamente, 70 empresas parceiras no Estado.

Vale ressaltar que o auxílio é gratuito, e os interessados podem procurar o instituto pelo site http://itsbrasil.org.br/. Do mesmo modo, companhias interessadas em parcerias podem agendar reunião com o ITS Brasil com o objetivo de esclarecer pontos da colaboração.

“Outras empresas nos ajudam a recrutar pessoas com deficiência, mas, neste caso, a vantagem é o suporte após a contratação, pois facilita a integração”, afirma Amanda Maciel Lino, auxiliar de RH (Recursos Humanos) da Coats Corrente.

O ITS Brasil opera junto ao Pronas/PcD (Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência) – programa desenvolvido para incentivar ações de entidades sem fins lucrativos – do Ministério da Saúde.

Ainda que não tenha estabelecido meta de atendimento na região, Vilma Roberto, coordenadora do ITS Brasil, está otimista. “O projeto começa devagar, mas vai abrindo portas. As empresas do Grande ABC ainda estão um pouco resistentes por causa da falta de informação, mas estamos trabalhando no processo de conscientização.”

Imagem da capa do caderno de economia. A notícia descrita acima ocupa 3/4 da página. Há também uma tabela que relata o número de pessoas empregadas, separadas por tipo de deficiência. Seguem os dados: Santo André Física 899 Auditiva 596 Visual 225 Intelectual 273 Múltipla 27 Reabilitado 388 Total 2.408 São Bernardo Física 1.559 Auditiva 1.131 Visual 376 Intelectual 443 Múltipla 61 Reabilitado 179 Total 3.749 São Caetano Física 563 Auditiva 291 Visual 125 Intelectual 221 Múltipla 13 Reabilitado 89 Total 1.302 Diadema Física 465 Auditiva 399 Visual 86 Intelectual 107 Múltipla 15 Reabilitado 82 Total 1.154 Mauá Física 308 Auditiva 182 Visual 57 Intelectual 68 Múltipla 7 Reabilitado 84 Total 706 Ribeirão Pires Física 78 Auditiva 51 Visual 19 Intelectual 41 Múltipla 13 Reabilitado 21 Total 223 Rio Grande da Serra Física 17 Auditiva 15 Visual 2 Intelectual 3 Múltipla 0 Reabilitado 2 Total 39 GRANDE ABC Física 3.889 Auditiva 2.665 Visual 890 Intelectual 1.156 Múltipla 136 Reabilitado 845 Total 9.581

Oficina de Fabricação Digital com alunos do NAISPD Itaquera

Oficina temática na rede Fab Lab LIVRE SP

O laboratório de Itaquera está recebendo hoje, para oficina, um grupo de pessoas com deficiência intelectual e Síndrome de Down. A visita foi agendada pelo NAISPD de Itaquera para apresentar o a fabricação digital em uma oficina temática.

O Núcleo de Apoio à Inclusão Social para pessoas com deficiência tem por finalidade a garantia de direitos, o desenvolvimento de mecanismos para a inclusão social, a equiparação de oportunidades e a participação das pessoas com deficiência, a partir de suas necessidades individuais e sociais.

Os laboratórios de fabricação digital trabalham com a cultura do “faça você mesmo”. Esta cultura estimula a autonomia e o aprendizado criativo. A partir da experiência prática, de erros e acertos, os alunos são parte ativa das oficinas e de seu aprendizado. O técnico orienta as aulas e os projetos de usuários dos laboratórios, mas o estímulo para aprender vem das descobertas e do desenvolvimento pessoal do usuário ao longo das atividades.

A oficina de hoje foi voltada à fabricação de sinos de vento. Foi realizada uma oficina de introdução ao corte a laser com objeto definido para produção. De início, foi feita a introdução ao uso da máquina de corte a laser para fabricar a estrutura. Depois, o sino foi finalizado com a pintura dos fios e a montagem das peças pelos alunos.

Conheça todos os cursos do Fab Lab LIVRE SP: http://fablablivresp.art.br/calendario/mes

Veja aqui as fotos:

Extensão universitária ganha função social

A partir de parceria do IFSP com o Fab Lab Livre SP e CCJ, foi realizado projeto de extensão universitária. Este, além de contar com aulas de marcenaria utilizando as técnicas de fabricação digital, também desenvolveu mobiliário para uso da comunidade e funcionários do Centro Cultural da Juventude na Vila Nova Cachoeirinha.

No dia 10 de março foram certificados os alunos e participantes do projeto. A iniciativa foi do professor Felipe Mujica, da Diretoria de Construção Civil do Campus São Paulo (DCC/SPO) do IFSP. O projeto teve início no final de 2017 com aulas do professor e dos técnicos Jesus Cavalcante e César Garcia. A partir das aulas, os alunos entraram em contato com a comunidade e as necessidades locais. Assim, puderam participar do projeto e construção das soluções.

“Quem participou do projeto pode aprender, desde entender a necessidade de um cliente, neste caso, os usuários do CCJ e o próprio CCJ, até como elaborar um projeto e a produção e fabricação de móveis, jogos, brinquedos e objetos em geral, aprendendo as técnicas de fabricação digital e marcenaria”, afirmou o professor.

Os princípios básicos deste projeto foram a integração entre a produção de conhecimento e a prática e a multiplicação deste conhecimento. Com o direcionamento social do atendimento de necessidades e demandas da comunidade local. Por isso, foi um projeto tão relevante para CCJ, IFSP, Fab Lab Livre SP, alunos, professores e usuários locais.

Veja aqui no site do Instituto Federal uma notícia completa sobre o projeto.

 

Oficina Deficiência e Sociedade

Em 14 de dezembro de 2017 o Instituto de Tecnologia Social ITS BRASIL realizou a Oficina Deficiência e Sociedade. A oficina foi realizada  na sede da CAMP OESTE na região da Lapa, para cerca de 40 profissionais que atuam como educadores e em demais setores da instituição.

Durante o encontro, as profissionais Vilma Roberto e Gisele Lima falaram sobre deficiência e os mitos que ainda existem em relação a pessoas com deficiência. Conversaram sobre os termos corretos para tratar as pessoas e formas de abordar estes cidadãos.

Vilma, que possui deficiência visual, alertou que a sociedade precisa eliminar barreiras, sejam atitudinais, arquitetônicas espaciais ou outras. Estas barreiras impedem as pessoas com deficiência de participar em plenas condições de igualdade com as demais.

Os presentes aproveitaram para tirar uma série de dúvidas sobre o tema. Muitos deles possuem pessoas com deficiência na família mas, mesmo com a convivência, ainda desconhecem o potencial destes.

Veja a galeria de fotos:

Estamos disponíveis para realizar oficinas para diversos públicos.
Informações podem ser obtidas pelo e-mail its@itsbrasil.org.br

 

Fórum Internacional de Tecnologia Social

Nesta semana, nos dias 21/11 e 22/11, aconteceu em Brasília o Fórum Internacional de Tecnologia Social, que discutiu colaboração, perspectivas e caminhos para a Tecnologia Social. O evento foi realizado pela Fundação Banco do Brasil com curadoria do ITS BRASIL.

O Fórum reuniu pesquisadores, especialistas, integrantes do poder público e representantes das 21 iniciativas finalistas do Prêmio Fundação BB, além de entidades certificadas em premiações anteriores. Além da responsabilidade pela curadoria, a equipe do ITS BRASIL esteve presente para acompanhar e participar das palestras e oficinas.

As tecnologias sociais premiadas foram:

Categoria Agroecologia Rede de Agroecologia:
Povos da Mata (Bahia)

Categoria Água e/ou Meio Ambiente:
Dessalinizadores Solar (Paraíba)

Categoria – Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital:
Poste de Luz Solar – Litro de Luz Brasil (São Paulo)

Categoria Economia Solidária:
Rede Bodega de Comercialização Solidária de Fortaleza (Ceará)

Categoria Educação:
Fast Food da Política (São Paulo)

Categoria Saúde e Bem-Estar:
Uma Sinfonia Diferente, de Brasília (DF)

Categoria Internacional:
Caminos de la Villa (Argentina)

O projeto ganhador da Categoria Educação – Fast Food da Política – foi construído também nos laboratórios da rede FAB LAB LIVRE SP, gerida pelo ITS BRASIL em parceria com a PMSP. É um projeto que se propõe a promover os conhecimentos sobre as regras do jogo político favorecendo uma sociedade mais participativa e consciente das suas responsabilidades.

Parabenizamos as criadoras do projeto Fast Food da Política e todos os projetos premiados, assim como as 173 tecnologias sociais certificadas esse ano, que passaram a integrar o Banco de Tecnologias Sociais da Fundação Banco do Brasil.

Veja fotos de registro do evento:

APRENDIZAGEM E INOVAÇÃO: ARTICULANDO ESCOLA E FABRICAÇÃO DIGITAL

Amanhã começa a realização do curso “Aprendizagem e Inovação: Articulando Escola e Fabricação Digital” em parceria entre a Secretaria Municipal de Educação, Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia e o ITS BRASIL.

O objetivo do curso é proporcionar a formação de professores da educação infantil, ensino fundamental e médio, que atuem na função de POIE. Eles devem conhecer e interagir com os recursos disponíveis nos laboratórios de fabricação digital. Para isto, serão utilizados os fab labs da rede pública Fab Lab Livre SP.

A formação destes professores também abre possibilidades de uso dos laboratórios, equipamentos e tecnologias no planejamento e ações pedagógicas. Os professores formados se tornam multiplicadores destas tecnologias nas escolas. Assim, abrem caminho para que crianças e jovens também tenham contato com este conhecimento.

– Conheça o Fab Lab Livre SP!

Segue o link para comunicado da Secretaria de Educação na página 49 do Diário Oficial da Cidade de São Paulo:

http://diariooficial.imprensaoficial.com.br/nav_v4/index.asp?c=1&e=20171025&p=1

Registro – Emprego Apoiado Abrindo Portas

Em 21 de setembro de 2017, realizamos o evento para lançamento do livro “Emprego Apoiado Abrindo Portas”, no auditório da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Estado de São Paulo.

Vilma Roberto, coordenadora do projeto PRONAS/PcD – Emprego Apoiado, conduziu o evento. Na abertura, frisou a relevância em realizar um evento no dia nacional de Luta da Pessoa Portadora de Deficiência, apresentando a necessidade de comemorar e refletir sobre as barreiras que as pessoas com deficiência enfrentam e o papel de todos em resolver estas barreiras, em uma sociedade que busca a inclusão.

Na abertura falaram José Carlos Carmo, do Ministério do Trabalho; Marinalva Cruz, da Secretaria da Pessoa com Deficiência do Município de São Paulo e Suely Ferreira, gerente executiva do ITS BRASIL, acompanhada posteriormente de Pasqualina Jacomaci, presidente do ITS BRASIL.

Na sequência, Jesus Carlos, do ITS BRASIL, apresentou os resultados do projeto ressaltando o aumento da qualidade de vida das pessoas com deficiência e sua satisfação com o emprego e mudanças após a inserção no mercado de trabalho e também a satisfação e mudanças positivas nas empresas que recebem as pessoas inseridas pela metodologia do emprego apoiado.

As falas apresentaram questões importantes para seguimento do projeto e ampliação de seu alcance. Percebe-se, pela postura da maioria das empresas e negligência ainda recorrente à Lei de Cotas, que a barreira principal para exclusão das pessoas com deficiência, ainda é a barreira atitudinal.

Por outro lado, o emprego apoiado atua como instrumento para que a pessoa com deficiência possa ser inserida e enxergada pelo mercado de trabalho. Neste sentido, o livro lançado servirá para difundir o Emprego Apoiado e seus resultados e ajudará a ampliar a inserção de pessoas com deficiência.

O evento teve momento muito importante de fala de pessoas cujos casos de inserção estão relatados no livro. Foi um momento de compartilhamento de suas impressões e avaliação sobre o processo de inserção pela visão do usuário da metodologia do EA. Todos ressaltaram os resultados positivos, especialmente os frutos e conquistas obtidas após a inserção no mercado de trabalho.

Em seguida, representantes de empresas parceiras do projeto abordaram a necessidade de ampliar a inclusão,influenciar outras empresas a empregar pessoas com deficiência independentemente de cotas e a necessidade de expansão do Emprego Apoiado a nível nacional.

Falaram Kátia, da Riachuelo; Leandro, da empresa Manserv; Núbia representando a IBM; Dirceu pela BoaVista, Fernanda do grupo RD (RaiaDrogasil) e Renata da empresa Plural.
Falam do impacto positivo do projeto dentro das próprias empresas e nos gestores, com a sensibilização promovida pelas técnicas e a partir dos próprios resultados do projeto, mencionam que o emprego apoiado contrapõe o olhar para o indivíduo, atuando com as adequações personalizadas mediante a necessidade apresentada, tratando-se de um trabalho diferenciado prestado junto às empresas.

O evento foi finalizado com a reafirmação do comprometimento dos presentes em trabalhar pela inclusão e igualdade de direitos.

Veja a nossa galeria de fotos: