CEFAAM PA – Retomada de cursos presenciais de marcenaria

O Centro de Formação de Artesãos de Parelheiros (CEFAAM/PA), retomou os cursos presenciais de Marcenaria com 4 turmas neste mês.

Vistoria e adaptações conforme os protocolos sanitários

Acompanhando a retomada, @luizotavio_alencar Luiz Otávio Alencar, presidente do @its.brasil Instituto de Tecnologia Social fez uma vistoria no local para certificar toda a segurança necessária neste retorno.

Seguindo rigorosamente os protocolos sanitários, adaptou-se o espaço da oficina de Marcenaria para garantir toda a segurança possível aos participantes.

Disponibilização de EPI’s

O @its.brasil Instituto de Tecnologia Social foi fundamental para este retorno, mediando a confecção de Viseiras (escudos faciais) para o @cefaamparelheiros, onde as mesmas serão fornecidas a todos os alunos durante as atividades presenciais.

#marcenaria#tecnologiasocial#inclusãosocial

Além do Coronavírus

Por Ladislau Dowbor

Fragilização generalizada das políticas sociais

Não sou médico para comentar os aspectos epidemiológicos do vírus que nos assola. Mas algumas implicações sociais e políticas são óbvias. O primeiro ponto é que desde o golpe há uma fragilização generalizada das políticas sociais – e para efeitos de governança tudo começa já em 2013 com as manifestações, e com o boicote (“Dilma pode até ganhar, mas não irá governar”) e a inversão de prioridades em 2014 favorecendo o sistema financeiro. O teto de gastos, a perda de direitos trabalhistas, o retrocesso na Previdência, os ataques às organizações da sociedade civil, o congelamento do salário mínimo e do Bolsa Família e outras medidas tiveram como denominador comum o travamento da renda e do acesso aos bens de consumo coletivo pelo grosso da população, enquanto se expandia radicalmente o lucro dos bancos e dos grandes aplicadores financeiros.

Foi justamente isso o que paralisou a economia. Os números são claros. Na fase distributiva, entre 2003 e 2013, tivemos um crescimento médio do PIB da ordem de 4% ao ano, apesar da crise de 2008; e de lá para cá, tivemos um recuo do crescimento médio do PIB da ordem de 3,5% em 2015 e em 2016, seguido da paralisia, o fundo do poço onde nos encontramos, com crescimento em torno de 1% ao ano, o que descontando o crescimento demográfico implica que estamos parados no nível de uns 8 anos atrás. E tudo foi feito “para proteger o país do déficit” atribuído à irresponsabilidade de Dilma Rousseff que “devia ter aprendido que uma dona de casa tem de gastar apenas o que tem”. Para registro, anotem os déficits apresentados no Resultado Fiscal do Governo Central, entre 2012 e 2019. O déficit foi de R$ 61 bilhões (1,3% do PIB) em 2012, 111 em 2013, passando para 272 em 2014 (já com a reversão política), 514 em 2015, 478 em 2016, 459 em 2017, 426 em 2018, e 400 em 2019. Em suma: Joaquim Levy, Henrique Meirelles, Paulo Guedes ou quem seja viraram campeões de déficit, prejudicando seriamente a vida do grosso da população.

A questão é que esses recursos, que não foram investidos na população, tampouco entraram no governo – e se tivesse entrado teria equilibrado as contas –, mas não entrou e foi para algum lugar… Se vocês consultarem o site do Tesouro Nacional vão constatar que o governo tem transferido em juros, essencialmente para bancos e outros aplicadores financeiros, entre R$ 300 e 400 bilhões por ano, dinheiro que precisamente deixou de ir para educação, segurança e o SUS.

Consultem a fonte, acessem http://www.tesouro.fazenda.gov.br/pt_PT/resultado-do-tesouro-nacional, cliquem em “Resultado Fiscal do Governo Central – Estrutura Nova”, e embaixo acessem a tabela 2.1. (Por alguma razão deslocaram recentemente os dados da tabela 4.1 para 2.1, vá lá entender). Vejam as linhas IX, X e XI, os números estão lá, discretos mas firmes, apontando a farsa.

O desemprego dobrou

Não há nenhum mistério quanto à paralisia econômica. Quando se reduziu a capacidade de compra da população, as empresas tiveram de reduzir o ritmo de produção – hoje estão trabalhando com menos de 70% da capacidade – e demitir seus empregados. O desemprego dobrou e se mantém nas alturas, com apenas um pouco de recuperação no setor informal. Ao travar o consumo das famílias e a produção das empresas (que dirá do investimento empresarial, ninguém investe com tamanha insegurança) se reduz também os impostos pagos tanto sobre o consumo como sobre outras atividades econômicas. Aprofunda-se ainda mais o déficit, ferrando com a população e as empresas.

O teto de gastos foi apresentado como medida séria, de “austeridade”, e reduziu drasticamente a capacidades de ação do SUS. Para os que tomam as decisões e têm planos de saúde sofisticados (aliás outra forma de extorsão), não havia preocupação nenhuma em travar o SUS. Estão cobertos pelo Einstein e outros hospitais. Para o grosso da população, foi um desastre, reduzindo fortemente a capacidade pública e gratuita de atendimento. Isso impacta evidentemente a expansão do Corona Vírus, e eis que os grupos privilegiados descobrem que o vírus não foi informado sobre a diferença entre quem tem plano de saúde e quem tem SUS. Ferrar o sistema universal e gratuito de atendimento, facilita a expansão do vírus, e isso vai atingir diretamente a todos. Aliás, as elites que viajam são as que mais contribuíram para trazer o vírus para o país, mas a generalização da vulnerabilidade cria precisamente o que se chama Crise. E é o que estamos vivendo, com C maiúsculo.

A crise atinge a todos, ou quase.

O vírus Corona é de índole democrática. Não tem preferências de classe. Os privilegiados têm sem dúvida mais meios de se proteger, com trabalho em casa pelo computador, com casa de campo, com amplos quartos que permitem evitar contatos diretos. Mas no conjunto a fragilização do sistema de saúde na massa da população agrava a vulnerabilidade do país como um todo.

Lições já estamos tirando, é um efeito indireto frequente quando surgem crises. De repente, nós lembramos que somos todos apenas seres humanos, com as mesmas vulnerabilidades, e fragilizar a saúde de uns gera tragédias para todos. E travar o Estado, em nome da “luta contra a corrupção”, quando se está desviando dinheiro do essencial (Saúde, Educação, Segurança…) para a acumulação financeira de milionários, constitui um escândalo sem tamanho que as pessoas estão começando a compreender.

A crise atinge a todos, ou quase. E neste momento (milagre!) os mesmos grupos que vieram “nos salvar” ao “nos proteger do Estado”, “enfrentar o déficit”, “privatizar bens públicos” se lembram precisamente da generosidade dos cofres públicos. Como em 2008, quando os desmandos dos bancos foram recompensados, pelo mundo afora, com o dinheiro público, no momento atual, o Estado volta a ser o salvador da pátria. São 800 bilhões de dólares nos Estados Unidos, 147 bilhões de reais no Brasil, outros tantos em diversos países. É necessário? Sem dúvida, mas vem tarde, e vem muito deformado: migalhas para os assalariados, esquecimento dos 40 milhões de informais e dos 12 milhões de desempregados, e mais dinheiro público para as empresas.

Uma sociedade mais solidária e resiliente

A meu ver, nós devemos juntar as forças para enfrentar o vírus, mas devemos também pensar que onde funciona, a saúde é pública, gratuita e universal, porque nesta área, as atividades públicas são muito mais eficientes do que o sistema privado. Nos Estados Unidos, o sistema é em grande parte privado, e custa 10.400 dólares por pessoa e por ano. No Canadá, onde é dominantemente público, atinge-se um nível de saúde muito superior com 4.400 dólares. O setor privado é ótimo para produzir hambúrguer, bicicletas, automóveis. Na saúde, educação, segurança, intermediação financeira e outros serviços essenciais de consumo coletivo, a privatização é uma desgraça. Vira indústria da doença, indústria do diploma, indústria da dívida. Sem falar das milícias.

O que temos pela frente, além do coronavírus, é pensar uma sociedade mais solidária e resiliente, em cada país e em cada cidade.

As culpas se tornam abstratas enquanto os desastres se tornam sistêmicos.

Uma outra dimensão capaz de ultrapassar a pandemia e apontar novos rumos é o desafio da governança planetária. No caso do aquecimento global, por exemplo, estamos assistindo a uma catástrofe em câmara lenta, enfileirando reuniões internacionais em que se constata que… “temos de tomar providências”. Quais providências? As providências cabíveis. Quando? No momento oportuno. Por quem? Pelas autoridades competentes. E assim por diante, o velho discurso que conhecemos. Os governos até assinam compromissos com boa vontade, mas voltando para casa, eles se preocupam mais com a sobrevivência do seu mandato do que com a sobrevivência da humanidade.

As corporações sempre conheceram perfeitamente, muito antes de nós, o tamanho dos desastres que contribuem para gerar. As empresas de cigarro conheciam, por pesquisas internas, a expansão do câncer e os milhões de mortes que ocasionavam – e que continuam a ocasionar – enquanto o negavam publicamente. A Volkswagen conhecia perfeitamente o volume de emissões de partículas que seus carros produziam, e sabia que estava contribuindo com cerca de 6 milhões de mortes que esta poluição ocasionava anualmente no mundo. A British Petroleum conhecia a tecnologia de exploração de petróleo em águas profundas, mas dinheiro para os acionistas era mais importante.

A Vale sabe como se constrói uma simples barragem segura – somos um país que tem capacidade de construir uma Itaipu, mas aqui também os interesses financeiros dominam. As empresas de petróleo e do carvão sabem há décadas que estão levando a economia mundial para o desastre. A lista aqui pode ser imensa, o denominador comum é que o rendimento das ações e o bônus do conselho de administração, e sempre no curto prazo, dominam. A partir de um certo nível de amplitude, a própria responsabilidade se dilui. Os desmandos convergem e se ampliam, mas as culpas se tornam abstratas enquanto os desastres se tornam sistêmicos.

Austeridade criou a crise e não o coronavírus (Elliot Alderson/ Pixabay)

Sistema interligado e interdependente

Onde esses exemplos se cruzam com a presente pandemia? Na dimensão planetária dos desafios. A Europa está parando de produzir medicamentos porque depende de insumos da China e de outros países. Nos Estados Unidos, empresas param por falta às vezes de uma peça. A crise atual está nos fazendo tomar consciência de a que pontos somos hoje um sistema interligado e interdependente. Somos uma economia mundial, os seres humanos circulam freneticamente pelo planeta como milhões de formigas, o dinheiro imaterial circula na velocidade da luz sem controle provocando instabilidade generalizada, a informação se tornou uma commodity global, mas não temos governança planetária. Pelo contrário, predomina o oportunismo nefasto, que pode tomar a forma de exportação de lixo da Europa para a Ásia, de cobrança de níveis ridículos de impostos pela Irlanda (e tantos outros) para atrair empresas a qualquer custo, da manutenção de paraísos fiscais com soberania fictícia para favorecer transações ilegais e assim por diante.

Em outros termos, somos uma humanidade terráquea que se comporta politicamente como se o mundo do século XXI pudesse conviver com tribalismo político. Mas enquanto nos feudos europeus de antigamente os deslocamentos a cavalo e os massacres com espadas tinham limites físicos, não há limites neste planeta hiperconectado e interdependente, dotado de tecnologias de impacto global, e que ainda se mobiliza em torno a gritos nacionalistas, a ódios religiosos, a demagogos histéricos. Isso não funciona. Os países mais pobres estão fechando os seus portos aos navios com lixo dos países ricos, os países ricos estão se fechando por trás de cercas de arame farpado para se proteger dos pobres. Todos os países estão fechando suas fronteiras como se o Corona precisasse de visto de entrada! E a culpa pelo aquecimento global está sendo empurrada de um lado para outro. Cada um clama o seu direito soberano de defender os seus interesses a seu modo, ainda que o resultado sistêmico seja um desastre.

O que o coronavírus nos lembra, ou praticamente esfrega na nossa cara, é que estamos realmente maduros para um sistema de soberania compartilhada e regulada no plano global. A ONU apresenta o Global Green New Deal, a OCDE negocia o acordo Base Erosion and Profit Shifting (BEPS) buscando assegurar primeiros passos na regulação fiscal e financeira do planeta, o World Inequality Database (WID) sistematiza os dados básicos sobre a rupturas sociais e econômicas, grandes corporações e grupos financeiros estão acenando com possíveis reorientações no seu comportamento, até Davos apela para evoluirmos da prioridade dos acionistas para as prioridades da sociedade e do meio ambiente (From Shareholders to Stakeholders). Um simples apelo do Papa para discutir uma outra economia, a Economia de Francisco, reúne pesquisadores de primeira linha mundial.

É tempo de pensar caminhos

A crise global pode gerar – e apenas pode – um choque de bom senso. Confinado em casa, tenho todo o tempo de enfrentar as 1200 páginas de Capital e Ideologia, de Thomas Piketty, na edição francesa (ainda não saiu em português, mas está disponível em inglês). Raramente vi tanto bom senso organizado. O livro trata essencialmente do nosso principal drama, a desigualdade, e é um primor de realismo na análise e de clareza nas propostas. E me impressiona o leque de trabalhos de primeira linha que estão construindo uma nova visão de como a economia e a sociedade podem ser reorganizadas. O People, Power and Profits do Joseph Stiglitz, A Economia Donut de Kate Raworth, O Estado Empreendedor de Mariana Mazzucato, A Apropriação Indébita de Gar Alperovitz e Lew Daly, The Public Bank Solution de Ellen Brown, os trabalhos de Há-Joon Chang, de Marjorie Kelly, de Ann Pettifor, de Saez e Zucman, de Jeremy Rifkin, enfim, há uma revolução teórica em curso que está transformando a forma de analisarmos o que acontece no mundo. Uma nova visão está surgindo.

Não há dúvidas que continuamos nas poderosas mãos de gigantes corporativos, que os interesses financeiros se apropriam dos próprios governos, que populações frustradas pela política que não lhes serve votam em qualquer demagogo que lhes alimente o ódio. Mas tampouco há dúvidas de que as soluções estão na construção de novos pactos sociais, não apenas de preservar ou reconquistar o que já tivemos. É tempo de pensar caminhos.

Ladislas Dowbor, conhecido como Ladislau Dowbor, é um economista brasileiro formado em economia política e Doutor em Ciências Econômicas. Professor de economia na PUC-SP com experiência internacional, é autor e co-autor de aproximadamente de 40 livros e de diversos artigos, cujo conteúdo está disponível em: dowbor.org.

Selo Doar Renovado

Uma conquista

Obtivemos mais uma vez a aprovação no processo de Certificação do Selo Doar com conceito A. Essa conquista é resultado do trabalho, esforço e dedicação de toda a equipe do ITS BRASIL.

O Selo Doar tem como objetivo estimular, legitimar e destacar o profissionalismo e a transparência nas organizações não-governamentais brasileiras.

O que é Padrão de Gestão e Transparência?

Atestamos nossa adequação ao Padrão de Gestão e Transparência (PGT) do Terceiro Setor. O PGT é um conjunto de práticas e ações recomendadas para as organizações sem fins lucrativos brasileiras.

As recomendações foram desenvolvidas pelo Instituto Doar e orientam as organizações brasileiras que buscam aprimorar seus processos internos, e ampliar o grau de transparência de suas ações. Como resultado, fomenta-se a confiança de doadores e apoiadores.

Quais são os critérios?

São 52 critérios elaborados a partir de uma extensa pesquisa dos conceitos e critérios adotados por entidades nacionais e internacionais e da literatura especializada em avaliação de organizações sem fins lucrativos. O Selo Doar está organizado em oito tópicos:

  • Causa e estratégia
  • Governança
  • Contabilidade e Finanças
  • Gestão
  • Recursos Humanos
  • Estratégia de financiamento:
  • Comunicação
  • Prestação de contas e transparência

Confira a nossa certificação: https://www.institutodoar.org/certificado-its/

Consulte também outros certificados do ITS BRASIL: http://itsbrasil.org.br/quem-somos/certificacoes-e-premios/

Palestra do PEI Centro abre vagas para pessoas com deficiência

“Quero trabalhar com pessoas com deficiência, pode abrir minha posição”

Afirmou um dos membros da ATMOSFERA ELIS BRASIL para Daiane Silva dos Recursos Humanos, após o fim de uma palestra realizada por Vilma Roberto, responsável pela sensibilização de empresas no Polo de Empregabilidade Inclusivo – Centro (PEI Centro).

O PEI Centro realiza palestras de sensibilização, apresentando as ações do Programa Meu Emprego Trabalho Inclusivo do Governo do Estado de São Paulo e a Metodologia do Emprego Apoiado como suporte às empresas e aos profissionais no processo de inserção da pessoa com deficiência.

“O pessoal saiu bem entusiasmado. Eu acabei de sair da reunião e passei na sala de um diretor e tinham três pessoas do time falando que tinham duas posições, uma posição e que queriam focar na pessoa com deficiência.” Relatou Daiane.

Dúvidas sobe a inclusão da pessoa com deficiência

Ao final da palestra do dia 10/08/2020, houve um momento aberto para dúvidas da equipe, apresentadas a seguir.

Uma pessoa com deficiência pode ser abordada para uma medida disciplinar como qualquer outro funcionário?

Resposta: Para qualquer funcionário sempre conversar e entender as necessidades é o melhor caminho. Com as pessoas com deficiência não é diferente.  A pessoa com deficiência deve sofrer as mesmas penalidades que qualquer outro funcionário, desde que a empresa respeite as especificidades dessas pessoas.

O técnico de Emprego Apoiado conhece profundamente o profissional que está acompanhando e pode dar apoio no processo de adaptação do profissional à vaga, para que haja uma ampla compreensão de seus direitos e deveres.

O funcionário era uma pessoa com deficiência intelectual e tinha problemas em casa, pois sofria de violência doméstica e isso impactava em sua produtividade no trabalho. Como podemos dar apoio a essa pessoa?

Resposta: O poder público está despertando para isso com delegacias especializadas. Se uma pessoa com deficiência estiver sofrendo algum tipo de violência, isso deve ser denunciado da mesma forma que deveria ser denunciado se fosse contra uma pessoa sem deficiência. Os técnicos de Emprego Apoiado fazem a intermediação entre o indivíduo, a família e a empresa e podem ajudar na denúncia.

Trabalhei em um banco e um colega cadeirante era tratado de forma diferente, com toda a atenção. Com o passar do tempo ele começou a praticar fraudes bancárias, gerando grandes transtornos para a empresa e para os clientes. Minha preocupação é contratar uma pessoa sem saber do seu histórico profissional. Como proceder nesses casos?

Resposta: Ali é uma característica pessoal, essa pessoa foi desonesta como qualquer outra pessoa sem deficiência poderia ter sido. Essa contratação deve ser feita do mesmo jeito para todos. A exigência do histórico profissional, assim como de escolaridade, deve ser igual e isso não vai assegurar a qualidade do trabalho. Só existe uma forma de saber se a produção da pessoa é de qualidade, que é colocar a pessoa para trabalhar. Se der certo, deu, se não der, substitui. Isso independe de deficiência. 

É importante também que a empresa dê o apoio necessário, pois houve caso em que por falta de apoio à pessoa com deficiência foi demitida ao ser considerada como improdutiva, mas isso não era verdade. Ela foi inserida em outra empresa e hoje é super produtiva. O que ela precisava era é ser treinada, e que as pessoas da empresa não tivessem medo de chegar perto dela.

Vídeo mostra 15 Países com mais casos de COVID-19

Brasil em 2º lugar com mais de dois milhões de casos

 

O vídeo a seguir mostra como a COVID-19 vem se expandindo no mundo ao longo dos meses. Foi desenvolvido pelo @worldwide_engineering com dados fornecidos pelo Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC).

Vídeo apresenta a cronologia do aumento no número de casos da COVID-19 no mundo. Inicialmente a China aparece com mais de 81 mil casos em fevereiro, seguida da Itália e da Espanha. Ao final, com dados do dia 21 de julho, os Estados Unidos aparecem com quase de 4 milhões de casos, seguidos pelo Brasil com mais de 2 milhões e em terceiro a Índia.
Vídeo apresenta a cronologia do aumento no número de casos da COVID-19 no mundo. Inicialmente a China aparece com mais de 81 mil casos em fevereiro, seguida da Itália e da Espanha. Ao final, com dados do dia 21 de julho, os Estados Unidos aparecem com quase de 4 milhões de casos, seguidos pelo Brasil com mais de 2 milhões e em terceiro a Índia.

PALESTRA Online: Inclusão da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho

Vilma Roberto possui deficiência visual total e é formada em Jornalismo. Coordena projetos de Empregabilidade de Pessoas com Deficiência no Instituto de Tecnologia Social – ITS BRASIL. Hoje o ITS BRASIL atua, sob a gestão da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, no Polo de Empregabilidade Inclusivo (PEI) Centro, ação do Governo do Estado de São Paulo.

Em sua palestra no dia 28/07 à empresa ATMOSFERA ELIS BRASIL, parceira do PEI Centro, Vilma apresenta o cenário para a pessoa com deficiência no Brasil, o conceito do termo, as principais barreiras enfrentadas por essas pessoas, como a Metodologia do Emprego Apoiado pode ajudar no processo de inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho e a importância da Lei de Cotas para a sociedade.

1/4 dos brasileiros possuem deficiência

Quem são as pessoas com deficiência?

Segundo o último censo do IBGE de 2010, 1/4 da população brasileira declarou ter algum tipo de deficiência. Hoje somos aproximadamente 208 milhões de brasileiros, cerca de 52 milhões de pessoas com deficiência. A OMS considera que de 12% a 15% da população de cada país apresenta algum tipo de deficiência.

São pessoas que apresentam um impedimento ou limitação de longo prazo de natureza física, intelectual, mental, auditiva, visual ou múltipla (quando dois ou mais desses impedimentos estão presentes). A deficiência, destaca Vilma, é apenas mais uma característica da pessoa, tal como ser gordo, magro, alto ou baixo.

A experiência de ser uma pessoa com deficiência acontece quando o indivíduo que possui uma dessas características, encontra barreiras que existem na sociedade. Essas barreiras impedem que as pessoas exerçam sua cidadania de forma plena.

Condições iguais para todos

“Quem nunca precisou enfaixar um braço ou uma perna?” – Questiona Vilma. Quem já teve deficiência temporária pôde experimentar a falta de acessibilidade e barreiras físicas nos espaços públicos e privados.

Vilma aponta as barreiras atitudinais como sendo as mais importantes, pois elas podem de fato impedir que as pessoas com deficiência entrem no mercado de trabalho e nas escolas, embora existam leis que determinem a sua inclusão nesses ambientes. Garantir condições iguais para que os indivíduos consigam acompanhar em igualdade as atividades propostas é fundamental. No caso das crianças com deficiência visual, elas precisam de livros em braile ou com áudio-descrição para conseguirem participar em equiparação de condições com as outras crianças sem deficiência.

A legislação brasileira preconiza o protagonismo da pessoa com deficiência, garantindo sua independência por meio do trabalho digno, com representatividade política e social, direitos e deveres.

Meu Emprego Trabalho Inclusivo – PEI Centro

O PEI Centro adota a Metodologia do Emprego Apoiado, que acompanha a pessoa com deficiência desde o processo seletivo até a sua inserção no mercado de trabalho. O acompanhamento do Emprego Apoiado visa garantir que o trabalhador com deficiência consiga alcançar sua autonomia no exercício de suas atividades. Este acompanhamento é necessário, pois muitas vezes as empresas apresentam resistência durante o processo de adaptação. Há situações, por exemplo, em que é necessário o apoio de um intérprete de LIBRAS para ajudar na comunicação com a equipe de trabalho nesta fase.

A pessoa com deficiência recebe o treinamento no posto de trabalho como qualquer outro trabalhador sem deficiência. Nos primeiros dias, um facilitador, o técnico de Emprego Apoiado, acompanha o trabalhador. É indispensável haver sempre uma comunicação clara entre a equipe de trabalho, a liderança e o trabalhador com deficiência. Vilma recomenda que se houver dúvidas na abordagem, a melhor forma é perguntar com clareza e sinceridade: “Você precisa de ajuda?” ou “Como eu posso ajudar?”.

As regras e responsabilidades a serem cumpridas no trabalho devem ser estabelecidas de forma clara e direta, independentemente do tipo de deficiência. Um exemplo de regra e responsabilidade, é a questão da pontualidade. O tratamento e a cobrança sobre a pontualidade deverão ser os mesmos para funcionários com deficiência e funcionários sem deficiência, conforme estabelecido no contrato de trabalho. É importante fazer as cobranças de forma justa, não concedendo privilégios ao trabalhador com deficiência, e respeitando sempre suas dificuldades.

Lei de Cotas: uma grande conquista para todos.

A Lei de Cotas, que completou 29 anos no dia 24 de julho, representa uma grande conquista para os direitos da pessoa com deficiência. “Sem ela, as empresas não contratariam as pessoas com deficiência, porque a sociedade não enxerga potencial nelas, só a deficiência.”

Durante muito tempo as pessoas com deficiência foram apartadas da sociedade, e hoje ainda persiste uma notória desvantagem social, que observamos na falta de acessibilidade nos transportes, por exemplo. A lei tem o papel de compensar essa desvantagem, que tanto excluiu e ainda exclui essas pessoas.

Equipes acolhidas de forma humana

Ao ser de caráter obrigatório, a Lei de Cotas é capaz de mostrar o quanto que a diversidade social pode agregar em valores humanos para as empresas. Acima de tudo, demonstrar o quão produtivos os trabalhadores com deficiência podem ser, quebrando resistências e preconceitos.

Vilma acrescenta as vantagens percebidas pelas empresas que contratam pessoas com deficiência. De acordo com pesquisas, seus consumidores são muito mais abertos e se conquista a simpatia de novos mercados. Além disso, as próprias equipes também se sentem mais acolhidas de forma humana. Porque, segundo ela, “Se um funcionário sem deficiência ficar com deficiência, a empresa ainda vai enxergá-lo com seu potencial”.

Sirius: Uma luz brasileira no combate à COVID-19

O que é o Sirius?

Sirius, o maior acelerador de partículas brasileiro e uma das primeiras fontes de luz síncrotron de 4ª geração do mundo, encontra-se no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTI).

Dr. Rogério Cerqueira Leite, doutor em física, foi um dos mais importantes e entusiastas criadores do projeto Luz Síncroton. Irma Passoni, quando presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, na Câmara Federal, também apoiou decisivamente para o processo da viabilização do projeto. A tecnologia é 100% brasileira, com projeto e fabricação nacional, financiado com recursos públicos.

Qual a sua importância para a sociedade?

Nas suas primeiras imagens em 3D, o Sirius revelou as proteínas 3CL, que atuam na replicação do coronavírus no organismo durante o processo de infecção. Isso representa um grande avanço para as pesquisas no combate à Covid-19, pois permite aos pesquisadores detalhar e compreender a biologia do vírus e com isso dar suporte na busca de novos medicamentos que possam interferir na sua proliferação.

Este acelerador de partículas é do tipo síncrotron, capaz de controlar o movimento de elétrons. A luz síncrotron é um tipo de radiação eletromagnética que se estende por uma faixa ampla do espectro eletromagnético – luz infravermelha, ultravioleta e raios X. Ela é gerada quando partículas carregadas, aceleradas a velocidades próximas à velocidade da luz, tem sua trajetória desviada por campos magnéticos. Neste vídeo o projeto Sirius é apresentado, bem como o seu funcionamento e ampla aplicação em diversas áreas além da saúde.

O Sirius é situado no CNPEM, em Campinas (SP). Inaugurado em 2018, foi integralmente projetado e construído no Brasil por brasileiros. “E esta talvez seja a maior importância do Sirius: o nascimento de um sentimento de brasilidade com poucos precedentes neste país do carnaval e do futebol.” – Rogério Cerqueira Leite, ex-presidente do Conselho de Administração do CNPEM.

O CNPEM abriu no dia 13 de julho de 2020 uma chamada de propostas para pesquisadores que desejam analisar amostras relacionadas à COVID-19. A ação, feita em caráter emergencial, disponibiliza o equipamento à comunidade científica brasileira. As propostas serão avaliadas por especialistas do LNLS e os projetos aprovados terão início em agosto.

FAB LAB LIVRE SP: Faça em casa atividades sustentáveis, lúdicas e educativas.

Diante da pandemia da Covid-19 e do isolamento social, a partir do dia 17 de março todas as unidades do Fab Lab Livre SP foram fechadas por período indeterminado.

Pensando nos cidadãos isolados em suas casas, o Fab Lab Livre SP desenvolveu atividades sustentáveis, lúdicas e educativas para que as pessoas possam fazê-las em seus lares. O objetivo da ação é oferecer à população um leque de atividades para contribuir com a saúde mental e incentivar a sua permanência em casa. 

A programação é semanal e serão tratados diversos temas, como: sustentabilidade, auto-cuidado, costura e jogos que sejam possíveis de serem feitos junto às crianças. São tutoriais sobre projetos e técnicas que poderão ser realizados sem sair de casa, com uso de ferramentas e materiais simples de fácil acesso.

Reprodução: Divulgação @fablablivresp

O primeiro tutorial, disponibilizado no dia 07 de abril, ensina como fazer um Absorvente Reutilizável. Além de ser um passatempo, a atividade impacta positivamente na economia e na sustentabilidade, reduzindo tanto no gasto com a compra de um produto descartável como também na produção de resíduos não recicláveis.

Abordando diferentes temáticas, outros tutoriais foram lançados dando continuidade à programação como a Bolsa de Mão com o Plástico Precioso, projeto sustentável que trabalha com o reuso de embalagens plásticas dando a elas um novo significado.

Na sequência, também sustentável, foi apresentada a técnica de Rolhogravura. Trata-se da confecção de carimbos utilizando rolhas como matéria-prima e seu desenvolvimento pode transformá-la em uma atividade lúdica e artística.

O último projeto apresentado foi o Labirinto de papelão, um projeto sustentável e lúdico de um jogo que estimula a coordenação motora e tem como principal objetivo alcançar as crianças.

Os tutoriais, divulgados na página do Facebook e no Instagram do Fab Lab Livre SP,  apresentam uma lista de materiais, um passo a passo para a produção e lives disponibilizadas no Instagram dias após o lançamento para discutir e responder às dúvidas do público.

Você encontra esses e novos tutoriais seguindo a #FAZENDOEMCASA nos perfis da rede Fab Lab Livre SP. Exercite sua criatividade e compartilhe suas experiências.

ITS BRASIL CONTRIBUI COM PESQUISA DO IBOPE – DIVULGAÇÃO NA CÂMARA PAULISTA

Amanhã, dia 11 de março, acontecerá a primeira plenária de 2020 da Câmara Paulista para Inclusão da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho Formal.

A pauta abordará o Índice de Funcionalidade Brasileiro (IFBr), com o palestrante Dr. Heleno Rodrigues Corrêa Filho, da Universidade de Brasília. Serão tratadas as diretrizes para a validação do Índice como modelo unificado de avaliação da deficiência no Brasil.

Em seguida, serão apresentados os resultados da pesquisa realizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e o IBOPE sobre a empregabilidade das pessoas com deficiência. O objetivo é, com esses dados, compor uma ferramenta de apoio no planejamento de ações pelo fomento da inclusão desses profissionais.

O ITS BRASIL colaborou com essa pesquisa, pois possibilitou a conversa entre o IBOPE e as pessoas com deficiência do evento “Emprega com Apoio”, realizado pelo projeto PRONAS ABM em maio de 2019.

O evento é aberto ao público, basta comparecer.

Data: 11/03/2020

Horário: 14h às 17h.

Local: Auditório da Superintendência Regional do Trabalho, Av. Prestes Maia, 733, 22º andar, Luz.

ITS BRASIL PARTICIPA DO 4° EVENTO DO KENOBY TALKS

Este ano o Instituto de Tecnologia Social – ITS BRASIL, foi convidado para participar do 4° evento do KENOBY TALKS, o maior evento de Recrutamento e Seleção da América Latina.

O evento reúne 2.000 participantes da área de RH, mais de 40 palestrantes e 40 expositores.

O evento conta com acessibilidade para todos os públicos, como interprete de libras, áudio descrição e guia vidente.

Quem comparece no evento, tem a oportunidade de conhecer a metodologia do Emprego Apoiado e os Projetos desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia Social.

A metodologia do Emprego Apoiado caracteriza-se pela colocação personalizada de pessoas com deficiência no mercado formal de trabalho, acompanhando-as antes, durante e depois do processo de inserção.

A utilização da metodologia do Emprego Apoiado traz benefícios para as pessoas com deficiência e para a Empresa, garantindo um índice de 70% na retenção dos funcionários com deficiência.

Conheça mais sobre o Emprego Apoiado e o ITS BRASIL

Site: www.itsbrasil.org.br            

Facebook: itsbrasil.institutodetecnologiasocial        

Instagram: its.brasil

Telefone: (11) 3151-6499/19 

E-mail: its@itsbrasil.org.br /