Arduino Day SP 2018

O Arduino Day é celebrado há cinco anos no mundo todo para comemoração o Arduino e para reunir a comunidade de usuários, desenvolvedores e iniciantes para troca de informações e projetos realizados com a plataforma open-source.

O que é Arduino?

O Arduino foi criado com a ideia de democratizar o acesso das pessoas à tecnologia e facilitar sua inclusão em processos de aprendizado e criação em áreas da eletrônica e programação. No evento estiveram pressentes aprendendo e ensinando desde crianças a adultos sem limites de idade.

É um microcontrolador, fácil de programar e de aprender a usar, que pode servir para criar os mais diversos dispositivos eletrônicos, como robôs, e processos automatizados. Ele é facilmente apropriado e, por isso, muito utilizado na solução de demandas individuais e coletivas.

O Arduino Day SP

No dia 12 de maio a rede Fab Lab LIVRE SP realizou oficinas temáticas de Arduino nos 12 laboratórios e um evento central para o Arduino Day SP de 2018. O Evento foi organizado pela Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia de São Paulo com o apoio do ITS BRASIL e da Praça das Artes e em parceria com Embarcados, Fazedores, Garoa Hacker Club, Laboratório Hacker de Campinas, Mamute Eletrônica e Duplo J.

O evento, assim como as oficinas e atividades desenvolvidas nos laboratórios da rede Fab Lab LIVRE SP, é uma ação para disseminação de tecnologias; para democratizar o acesso às novas tecnologias de fabricação digital, disponibilizando à população ferramentas tecnológicas de última geração. Este também é o fundamento do Arduino: permitir que as pessoas sejam protagonistas de seus próprios processos de aprendizado e criação e da resolução de seus problemas.

A programação central contou com palestras, oficinas, coletivos makers e show, conforme segue abaixo:

13h30 – Abertura
Com Manuel Lemos – Fazedores

14h – Inovação e Políticas Públicas
Com Daniel Annenberg (Secretário Municipal de Inovação e tecnologia e Irma Passoni (Diretora ITS Brasil)

15h – Uso profissional do Arduino – Com André Guerreiro – Duplo J

16h Tecnologia Assistiva com uso de arduino – Com Samanta Lopes – Arduladies

17h – Arduino e Jogos com Mauricio Jabour – Mau Maker

18h – Show com a banda Laikabot

Workshops

10h – Escovando Bits com Bruno Aricó – Hardware Livre da USP

10h – Faça sua Franzininho com Emerson Muniz – Mamute Eletrônica

10h – Lab aberto com Arduino – Mau Maker

 

Oficina de Fabricação Digital com alunos do NAISPD Itaquera

Oficina temática na rede Fab Lab LIVRE SP

O laboratório de Itaquera está recebendo hoje, para oficina, um grupo de pessoas com deficiência intelectual e Síndrome de Down. A visita foi agendada pelo NAISPD de Itaquera para apresentar o a fabricação digital em uma oficina temática.

O Núcleo de Apoio à Inclusão Social para pessoas com deficiência tem por finalidade a garantia de direitos, o desenvolvimento de mecanismos para a inclusão social, a equiparação de oportunidades e a participação das pessoas com deficiência, a partir de suas necessidades individuais e sociais.

Os laboratórios de fabricação digital trabalham com a cultura do “faça você mesmo”. Esta cultura estimula a autonomia e o aprendizado criativo. A partir da experiência prática, de erros e acertos, os alunos são parte ativa das oficinas e de seu aprendizado. O técnico orienta as aulas e os projetos de usuários dos laboratórios, mas o estímulo para aprender vem das descobertas e do desenvolvimento pessoal do usuário ao longo das atividades.

A oficina de hoje foi voltada à fabricação de sinos de vento. Foi realizada uma oficina de introdução ao corte a laser com objeto definido para produção. De início, foi feita a introdução ao uso da máquina de corte a laser para fabricar a estrutura. Depois, o sino foi finalizado com a pintura dos fios e a montagem das peças pelos alunos.

Conheça todos os cursos do Fab Lab LIVRE SP: http://fablablivresp.art.br/calendario/mes

Veja aqui as fotos:

Inclusão Digital na sociedade da Revolução da Indústria 4.0

Inclusão Digital

O dia 27 de março é considerado o Dia Nacional da Inclusão Digital por diversas organizações. A inclusão digital é fundamental para garantir a participação na sociedade atual, o exercício pleno de direitos e da democracia. Hoje, o uso da tecnologia ocupa papel de destaque na comunicação, informação, educação e em processos produtivos, operações e serviços. Portanto, a exclusão tecnológica agrava a exclusão e a desigualdade social.

O processo para a inclusão digital passa por medidas simples, ainda que estruturais. Passam, em geral, pela disponibilização e capacitação no uso de ferramentas desde a internet, e-mail, mídias e aplicativos, além do desenvolvimento e disponibilização de instrumentos para garantir a acessibilidade a todos*.

Atualizando a discussão da inclusão digital, precisamos considerar que nossa sociedade já está vivendo a revolução da indústria 4.0. Os processos de automação e uso de sistemas de dados se tornam fundamentais e, para falar em inclusão plena, é preciso compreender que o mundo digital também inclui a programação e desenvolvimento de sistemas e ferramentas.

Iniciativas

Há muitas iniciativas importantes pelo mundo, entre as quais podemos ressaltar o movimento #iamtheCODE, fundado por Mariéme Jamme. Este projeto tem o objetivo de ensinar 1 milhão de meninas a programar até 2030. “Aprendi a programar sozinha, de C++ a Python, então quero dar poder às gerações futuras com o conhecimento da tecnologia”, afirmou Mariéme em entrevista à revista Trip (leia aqui).

Cartolina desenhada e escrita. Se lê ao centro: I am the CODE de olho na natureza. Ao lado, desenhos da Amazônia, São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro, Semegal e um código.
Foto retirada da página de Facebook do #iamtheCODE

O movimento I Am the Code foi recentemente endossado pela ONU, de quem Mariéme ganhou o título de embaixadora de tecnologia. Um dos produtos que ela criou é um kit básico que ensina meninas a programarem em até cinco minutos. Mariéme esteve em 2017 no Rio de Janeiro para visitar comunidades e ensinar meninas. Em março de 2018, o projeto visita o Recife para discutir com jovens meninas. O foco será os Objetivos de Desenvolvimento Social da ONU e aprender sobre a mudança climática.

Iniciativas no Brasil

Um levantamento realizado pelo Facebook em parceria com a The Economist sobre acesso à internet, mostra o país na 18º posição em um ranking de 75 nações. O estudo também mostra que o Brasil está entre os dez países do mundo com maior número de população desconectada.

Entretanto, muitas organizações e projetos no Brasil trabalham para promover a inclusão digital de pessoas desconectadas. Em São Paulo, o ITS BRASIL teve experiências de trabalho conjunto com organizações como a progra{m}aria, Arduladies, Programaê!, Instituto Catalisador, e outras que trabalham principalmente com crianças, jovens e mulheres. Os laboratórios de fabricação digital da rede Fab Lab LIVRE SP, de iniciativa da prefeitura municipal de São Paulo e sob a gestão do ITS BRASIL, atuam para a minimização dessas lacunas de conectividade.

Nos laboratórios são oferecidos cursos de introdução às tecnologias de fabricação digital para a população de São Paulo. Um dos focos de atuação são as ações conjuntas com os coletivos já citados e com professores e diretores de ensino das escolas públicas do município. Estas ampliam a divulgação das tecnologias e formação de crianças e multiplicadores de conhecimento. Você pode conhecer o projeto aqui: http://fablablivresp.art.br

*Você poderá conferir em nosso blog, em breve, artigo específico sobre a acessibilidade digital.

Extensão universitária ganha função social

A partir de parceria do IFSP com o Fab Lab Livre SP e CCJ, foi realizado projeto de extensão universitária. Este, além de contar com aulas de marcenaria utilizando as técnicas de fabricação digital, também desenvolveu mobiliário para uso da comunidade e funcionários do Centro Cultural da Juventude na Vila Nova Cachoeirinha.

No dia 10 de março foram certificados os alunos e participantes do projeto. A iniciativa foi do professor Felipe Mujica, da Diretoria de Construção Civil do Campus São Paulo (DCC/SPO) do IFSP. O projeto teve início no final de 2017 com aulas do professor e dos técnicos Jesus Cavalcante e César Garcia. A partir das aulas, os alunos entraram em contato com a comunidade e as necessidades locais. Assim, puderam participar do projeto e construção das soluções.

“Quem participou do projeto pode aprender, desde entender a necessidade de um cliente, neste caso, os usuários do CCJ e o próprio CCJ, até como elaborar um projeto e a produção e fabricação de móveis, jogos, brinquedos e objetos em geral, aprendendo as técnicas de fabricação digital e marcenaria”, afirmou o professor.

Os princípios básicos deste projeto foram a integração entre a produção de conhecimento e a prática e a multiplicação deste conhecimento. Com o direcionamento social do atendimento de necessidades e demandas da comunidade local. Por isso, foi um projeto tão relevante para CCJ, IFSP, Fab Lab Livre SP, alunos, professores e usuários locais.

Veja aqui no site do Instituto Federal uma notícia completa sobre o projeto.

 

Artia V. – Interface Assistiva

Compartilhamos com todos um importante projeto de tecnologia assistiva que está precisando de apoio para seu desenvolvimento, divulgação e expansão. O projeto da interface Artia V está em desenvolvimento na UNESP desde 2015, dentro do grupo GIIP e agora está com uma campanha de financiamento coletivo aberta.

Esse financiamento é para o projeto como um todo, porém o foco inicial será na produção de um espetáculo de dança.Para exemplificar como a interface funciona, realizarão na UNESP um espetáculo de dança, inédito, com duas pessoas com severa incapacidade de movimentos e de fala, dois bailarinos e um artista performático. No espetáculo serão utilizadas as interfaces assistivas que levarão à exposição, entre elas a ARTIA.V

Para apoiar, é só acessar este link: http://www.juntos.com.vc/pt/arteolhos

A interface, aliada às novas tecnologias, auxilia pessoas com severas limitações corporais a se expressarem mais facilmente. Pessoas que não possuem movimentos e nem capacidade de fala poderão fazer e ensinar artes com os olhos (plásticas: de desenho à escultura; cênicas: teatro dança e performance; e musicais: trilhas e composição em tempo real e música experimental).
Além de ser uma importante tecnologia por seu viés inclusivo, é uma tecnologia desenvolvida com o propósito da apropriação e reaplicação. O grupo pretende em breve poder distribuir modelos e aplicar workshops para ensinar associações assistenciais e familiares a construir iguais.

Conheça mais sobre este projeto:
Facebook – https://www.facebook.com/fazendoartecomosolhos
Site – http://giip-interfaces.wixsite.com/home

Cultura Maker em debate

Em junho, os Fab Labs Livres SP estarão em pauta no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo. Serão dois encontros sobre a Cultura Maker, em que se debaterá sobre novas práticas de criação e de produção, a concepção da Cultura Maker e suas reverberações sociais. Leia mais

Fab Lab público e participação comunitária

No bairro de Heliópolis, Zona Sul de São Paulo, o projeto Fab Lab Livre SP vem propondo, em parceria com a comunidade, o desenvolvimento de projetos que procuram impactar positivamente o cotidiano de todos. Um exemplo é o projeto intitulado Espaço Zen, que vem sendo desenvolvido há alguns meses no cotidiano do laboratório.

A proposta de Espaço Zen está sendo projetada e construída de maneira coletiva e colaborativa entre coordenadores do CEU Heliópolis, lideranças e moradores do bairro, além da equipe do Fab Lab Livre SP. O projeto visa criar um espaço de convivência e lazer que possa ser usado por todos, valorizando o convívio e o espaço do CEU Heliópolis já desde a etapa de construção, com as novas relações criadas neste processo.

Conheça mais sobre o projeto no blog do Fab Lab Livre SP:
fablablivresp.art.br/unidades/ceu-heliopolis/blog/fab-lab-publico-e-participacao-comunitaria